Ernesto Araújo: oposição ‘plantou imagem’ negativa de Bolsonaro e prejudicou o país no exterior

Ex-ministro das Relações Exteriores também comentou a situação do jornalista Allan dos Santos e criticou o relatório final da CPI da Covid
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O ex-chanceler Ernesto Araújo participou de <I>Os Pingos nos </i>, da Jovem Pan
O ex-chanceler Ernesto Araújo participou de Os Pingos nos , da Jovem Pan | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira, 25, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo afirmou que a oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro difundiu notícias falsas sobre o Brasil no exterior e acabou prejudicando a política externa e a própria imagem do país no mundo.

O ex-chanceler classificou como “classe de dominação” os grupos que atacaram o governo Bolsonaro no exterior. Segundo Araújo, os atuais oposicionistas não se conformaram por deixar o poder e se sentiram “ameaçados” por Bolsonaro.

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É uma classe de dominação que existe no Brasil que se viu ameaçada pelo governo e, sem pensar nos interesses da população, jogou uma imagem completamente falsa no exterior para prejudicar este governo”, avalia o ex-chefe do Itamaraty.

“Correntes contrárias a tudo o que o governo Bolsonaro estava fazendo plantaram essa imagem lá fora. Começaram a mandar notícias falsas, manipulações de todo tipo, para repercutir lá fora e criar uma imagem de que era um governo contra o meio ambiente e os direitos humanos. Com isso, conseguiram prejudicar a imagem do Brasil e dificultar avanços nossos em determinadas relações.”

CPI da Covid

Na entrevista, Ernesto Araújo também comentou o pedido de indiciamento do qual foi alvo no relatório final da CPI da Covid, apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão no Senado. O ex-ministro das Relações Exteriores foi acusado de ter cometido os crimes de epidemia com resultado de morte e incitação ao crime.

“Tenho certeza de que não cometi nenhum desses crimes e nenhum outro. Procurei conduzir uma política externa por um Brasil soberano, e isso incomodou e continua incomodando muita gente”, afirmou Araújo. “Os resultados do relatório da CPI já estavam prontos desde o começo. Refletem apenas uma linha política e não buscam, de forma nenhuma, chegar à verdade. Buscam confundir fatos e confundir a opinião pública. Não tenho preocupação nenhuma com esse relatório completamente absurdo.” 

Allan dos Santos

Ernesto Araújo também foi indagado sobre o pedido de prisão preventiva do jornalista Allan dos Santos, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ex-chanceler, trata-se de uma “perseguição política” evidente. Pela decisão de Moraes, o Ministério da Justiça deve iniciar imediatamente o processo de extradição do jornalista. O magistrado determinou ainda que a Polícia Federal (PF) inclua o mandado de prisão na lista da Difusão Vermelha da Interpol para garantir que Allan seja capturado e retorne ao Brasil. A Embaixada dos Estados Unidos também foi acionada.

Para Araújo, apesar do pedido de Moraes, o Ministério da Justiça não tem, necessariamente, de aceitar integralmente o entendimento do magistrado. “O Ministério da Justiça, nesses casos de cooperação jurídica internacional, não é uma agência de correio. Faz parte de um ordenamento jurídico nacional”, destacou. “Tem de examinar e, se for algo que atenta contra o fundamento jurídico brasileiro, é preciso que haja uma contestação.”

Ainda de acordo com Araújo, o ordenamento jurídico dos Estados Unidos pode até beneficiar Allan dos Santos. “Haverá todo um processo legal. Os EUA são um país extremamente legalista com uma Justiça que funciona, e tudo isso teria um processamento dentro da Justiça norte-americana. A meu ver, trata-se de uma perseguição política e um abuso claro. Dentro de um sistema jurídico altamente independente da política como o norte-americano, pode ser até positivo”, concluiu. 

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7 comentários Ver comentários

  1. Prezado ministro Ernesto Araújo você afirmou que a oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro difundiu notícias falsas sobre o Brasil no exterior e acabou prejudicando a política externa e a própria imagem do país no mundo, o que você não disse é que a sua função era, exatamente, se opor a isso e não ficar se lamentando com um bebe chorão.

  2. Sobre certas “ordens” emitidas por certas autoridades, é sempre bom lembrar um princípio dos mais fundamentais.

    Ordens sabidamente ilegais não devem ser cumpridas.

    Ordens emitidas dentro de investigações flagrantemente inconstitucionais, são ordens ilegais. Quem as cumpre, mais cedo ou mais tarde estará sentado no banco dos réus ao lado do mandante. E se a ilegalidade era clara ao tempo do cumprimento, quem cumpriu será condenado. Não poderá alegar que “apenas cumpriu ordens”.

  3. Só existe um jeito de combater este câncer que destrói a imagem do Brasil lá fora – VOTOTERAPIA – Começamos o tratamento em 88 e vamos finalizá-lo em 2022

  4. Partido que participou do Mensalão, Petrolão e Covidao continua prejudicando o Brasil em todas as esferas nacionais e internacionais. Só depende de nós mudarmos este costume indo em massa às urnas em 2022.

  5. Apesar de notícia honesta, é perceptível o desvio de objeto com os nomes criticados (e criminalizados) pelo lado mais imundo da política (justiça?) no Brasil – o mesmo lado que impediu a legalização da prisão após 2ª instância, que extinguiu a Lava Jato, que derrotou a implantação da urna de 3ª geração e o voto impresso auditável, que inventou as maiores maluquices como o inquérito das Fake News e a CPI da Covid (também conhecida como Tribunal do Renan Calheiros), que tem aproveitado, INCLUSIVE, para difamar perante uma parcela do mundo nosso governo e os eleitores que nele votaram, lançado candidatos sujos (todos) e sentimos que não está havendo uma reação à altura do problema.

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