Prefeito de Mirandópolis relata pressão do governo Doria

Depois de receber pressões, ele revogou o decreto que reabria parte da atividade comercial do município
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O prefeito de Mirandópolis, Everton Sodario | Foto: REPRODUÇÃO/TWITTER
O prefeito de Mirandópolis, Everton Sodario | Foto: REPRODUÇÃO/TWITTER

Everton Sodário foi forçado a revogar o decreto que reabria parte da atividade comercial do município

O prefeito de Mirandópolis, Everton Sodario | Foto: Reprodução/Twitter
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“Nós queremos trabalhar.” Essa é a frase que o prefeito Everton Sodario (PSL) tem ouvido com frequência dos 30 mil habitantes de Mirandópolis, no interior de São Paulo. A queixa dos moradores se dá porque o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), decidiu na segunda-feira da semana passada prorrogar até 22 de abril as medidas restritivas para combater o coronavírus no Estado, que impedem a população de sair de casa. Apesar disso, Sodario assinou um decreto, essencial para a economia do município, que permitiu a reabertura de parte do comércio da cidade, ainda que com restrições. Feiras, escritórios de advocacia e cursos técnicos voltariam à atividade, desde que adotassem certos cuidados.

Contudo, depois de receber pressões, inclusive de secretários de Estado e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi forçado a revogar o decreto, que aguarda decisão da Justiça para ser flexibilizado, a fim de devolver à cidade o direito de retomar sua atividade produtiva. “Em Mirandópolis, estamos num cenário muito diferente daquele que o governador está vendo na capital. Queremos que ele enxergue o interior de outro jeito”, afirmou Sodario em entrevista exclusiva a Oeste, ao mencionar que a cidade tem 15 casos suspeitos de coronavírus, mas nenhum confirmado até o momento. Portanto, não seria necessário engessar o município, como se está fazendo na capital paulista.

“João Doria age como um pequeno ditador”

“Na maioria das lojas, não entram mais do que dois clientes por vez. Se tem uma coisa que, aqui, não vai colaborar para a propagação do coronavírus é o comércio”, garantiu Sodario. Segundo ele, a decisão de Doria é arbitrária porque os chefes municipais não foram convocados para opinar acerca do decreto do governador que paralisou o Estado. “Ele não dialogou com os prefeitos. Mas, infelizmente, quase todos ficam com receio de falar sobre isso.” Everton também garante que a maioria absoluta da população de Mirandópolis, e de outras cidades do interior, está contra as políticas de isolamento social adotadas pelo Palácio dos Bandeirantes.

O prefeito de Mirandópolis, ademais, relata que tem sido intimidado. Ele cita, por exemplo, uma recomendação do MPSP para evitar publicações nas redes sociais. “O que mais me surpreendeu foi o Ministério Público, pelo qual tenho o maior respeito, mandar na quinta-feira 9 uma recomendação com viés de censura”, disse Sodario. O prefeito conta que chegou a receber a visita de representantes estaduais no município que foram verificar se o comércio estava aberto. “Nesta crise do coronavírus, se tem uma pessoa que tem se demonstrado menor é o governador João Doria. Ele age como um pequeno ditador”, concluiu.

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7 comentários

  1. Torcemos p/ q o prefeito de Mirandópolis tenha êxito e consiga recolocar a cidade p/ funcionar. Ele está coberto de razão.
    O governo federal não pode interferir nos Estados, mas os governadores DITADORES acham q podem mandar nos municípios de seus Estados.
    O coronavírus não só fez cair muitas máscaras, como tb mostrou a face mais perversa de alguns políticos truculentos e autoritários, os quais, debaixo da ladainha do “proteger vidas” estão na verdade massacrando a população.

  2. Chocante é perceber que atitudes como a do Dória são aceitas normalmente pelos chamados “formadores de opinião”, mas o truculento, arrogante e antidemocrático, para eles, é Bolsonaro.

  3. É preciso termos um Presidente que seja pelo menos metade do “autoritário” que os ladrões esquerdopatas acusam Jair Bolsonaro de ser…
    Aí começaremos a ver nosso amado Brasil a retomar seu destino histórico: sem Pena de Morte haverá freio que detenha os criminosos sob cujo jugo vivemos?…
    Continuarão a ser justiçados nas ruas somente os “trombadinhas”?…

  4. Por que sufocar/destruir a economia de um Município pequeno, que não tem caso confirmado do Covid-19 ? Ninguém conhece melhor os problemas, o comportamento das pessoas, e o que funciona no Município, que o prefeito e seus secretários. Cada um tem sua responsabilidade e deve ser respeitada a autonomia dos prefeitos e governadores. O Doria acusa o Presidente do que ele faz.

  5. Está cada vez mais evidente o conluio de Doria, Witzel, Globo, Gilmar Mendes, Maia e Alcolumbre entre outros. O objetivo é tirar proveito do Corona virús pra derrubar o Presidente, ainda este ano. Lembrando que Celso de Melo se aposenta no final deste ano e que se Bolsonaro sair no ano que vem, quem fica é o Mourão!

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