Fachin diz que acatar resultado das eleições é ‘inegociável’

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral palestrou em evento da Escola Judiciária Eleitoral, no Recife
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Edson Fachin é ministro do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Edson Fachin é ministro do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, disse que acatar o resultado das eleições “é expressão inegociável da democracia”. O ministro esteve no Recife, onde palestrou no 1º Encontro do Ciclo de Estudos Mulheres e Política, evento promovido pela Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.

“O Brasil tem eleições limpas, seguras e auditáveis. O acatamento do resultado do exercício da soberania popular é expressão inegociável da democracia pelo respeito ao sufrágio universal e ao voto secreto”, afirmou.

O ministro também comentou sobre a importância de combater a desinformação.

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“A defesa da democracia propõe serenidade, segurança e ordem para desarmar os espíritos. Prega o diálogo, a tolerância e a obediência à legalidade constitucional. E, por isso, enfrenta a desinformação com dados e com informação correta. A Justiça Eleitoral conclama para a paz”, declarou.

Teste de integridade

À tarde, o ministro participou de uma reunião com o presidente do TRE em Pernambuco, André Guimarães, e com o vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Moacyr Araújo.

O encontro debateu a implementação de uma iniciativa de automação no processo de testes de integridade das urnas, feita em parceria com o Centro de Informática da UFPE.

O projeto propõe utilizar um braço robótico e inteligência artificial para simular a votação que ocorre durante o teste de integridade na urna eletrônica. O mecanismo tem como objetivo automatizar o processo de auditoria das urnas.

Participação feminina na política

No evento, Fachin também disse que as mulheres continuam sub-representadas no Legislativo. De acordo com dados do TSE, em 2020 elas somaram cerca de 16% das eleitas no país, embora representem a maioria do eleitorado brasileiro.

“Não demanda cálculos acurados ou complexos a percepção sobre quão discrepante é a relação entre a população feminina e a representatividade”, afirmou Fachin. “Também não demanda maiores digressões a identificação de sedimentada realidade de desigualdade entre gêneros que nos impõe repisados e verticalizados estudos e debates.”

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