Fernando Cury vira réu por apalpar deputada na Alesp

Denúncia de importunação sexual apresentada pelo Ministério Público de São Paulo foi acolhida por unanimidade pelo TJ-SP
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Fernando Cury se tornou réu por importunação sexual
Fernando Cury se tornou réu por importunação sexual | Foto: Arquivo/Alesp

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou, por unanimidade, a denúncia contra o deputado estadual Fernando Cury (recentemente expulso do Cidadania), acusado de importunação sexual contra sua colega Isa Penna (Psol).

O parlamentar foi flagrado apalpando a deputada durante uma sessão da Assembleia Legislativa (Alesp) em dezembro do ano passado. Cury foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em março deste ano.

O Órgão Especial do TJ-SP reconheceu a existência de fortes indícios de prática de ato libidinoso sem consentimento.

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Segundo o voto do relator, desembargador João Carlos Saletti, a denúncia do MP-SP relata adequadamente os fatos e, pelo menos em tese, estaria configurado o crime de importunação sexual.

“Adequadamente descritos os fatos típicos, não há que se falar em inépcia da petição inicial ou falta de justa causa para a instauração da ação penal”, anotou o desembargador.

“A análise rápida, perfunctória, própria deste momento processual, permite concluir pela necessidade de que seja recebida a denúncia, posto entender-se presentes os elementos do tipo penal”, concluiu o relator.

Com isso, Fernando Cury passa a responder como réu no processo. Se condenado, estará sujeito a uma pena de um a cinco anos de prisão.

Expulso do partido

Em novembro, o diretório de São Paulo do Cidadania decidiu, por 27 votos a três, expulsar o deputado da legenda. O Conselho de Ética da sigla já havia se manifestado pela expulsão de Cury, mas o parlamentar recorreu à Justiça e travou o procedimento.

A Alesp, por sua vez, puniu Fernando Cury com um afastamento de suas atividades parlamentares por 180 dias. A pena já foi cumprida, e o deputado, que escapou da cassação, retomou o mandato em outubro.

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7 comentários Ver comentários

  1. Esse deputado deve ter visto o vídeo, postado na rede social, da colega psolista “dançando” “funk” e ficou empolgado. Pensou que poderia tocar no corpo da deputada de forma indevida, exibindo-se a outros colegas. É um tolo abusado e irresponsável? Ou é igual aqueles sujeitos que importunam mulheres no transporte público ?

  2. É absurdo o tempo demandado entre o fato é a abertura de processo. Tb absurda foi a punição da Alesp, apenas 6 meses de afastamento, acredito que recebendo salário, e o fato de não ter sido cassado.

  3. O vídeo mostrou esse deputado sendo muito inoportuno e mal educado, independente se eles já tinham um caso ou não. Mas o vídeo mostra também que a atitude dos dois foi meio suspeita, pois a deputada “teve um reflexo meio retardado” na hora do apalpamento. O cara apalpou a deputada no meio de todo mundo. Ficou chato e inconveniente para essa deputada, independente do relacionamento dos dois.

  4. E isso aí, malandrão… quando viu aquelas tetas firmes, empinadas, ficou enlouquecido de desejos libidinosos e acabou por pensar com a cabeça errada. Não aguentou e deu nisso daí e deu sorte de não ter perdido seu mandato. Agora, no vídeo, a colega deputada até que demorou a reagir, sei não.

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