Funcionária do Senado vai fazer doutorado de R$ 200 mil

Valor será custeado com dinheiro público que mantém a Casa
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Foto: Leandro Ciuffo / Flickr
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Valor será custeado com dinheiro público que mantém a Casa

funcionária do senado
Mulher é diretora-geral da Casa e subordinada a Alcolumbre | Foto: Leandro Ciuffo / Flickr
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A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, vai fazer um curso de doutorado em Administração de Empresas na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, que começa em 2021. A Casa financiará as aulas, que custarão R$ 200 mil, conforme o portal Metrópoles. A despesa foi autorizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de quem Ilana é subordinada. Atualmente, ela recebe R$ 44,6 mil brutos e continuará ganhando o salário durante os dois anos de duração do curso. Segundo o ofício que deu sinal verde para o pagamento das aulas, ela não será afastada e manterá as atividades no Senado. Em nota, o Senado informou que as aulas de aperfeiçoamento se justificam porque “são essenciais para a gestão e administração do Senado e compatíveis com a função desempenhada pela servidora”. Ilana declarou que não vai se manifestar.

Leia o documento emitido pela Casa

“Cabe registrar que a atividade de capacitação em comento trata-se de Doutorado profissionalizante e, segundo o órgão técnico desta Casa Legislativa, o curso de Doutorado em Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) visa fornecer ao corpo diretivo da Casa conhecimentos relativos a processos de transformações nas organizações.

Como se observa, esses conhecimentos são essenciais para a gestão e administração do Senado e compatíveis com a função desempenhada pela servidora. Respaldada no art. 59 do Anexo IV do Regulamento Administrativo do Senado Federal (resolução n° 13/2018), uma vez que a servidora realizará o programa de doutorado concomitante ao desempenho das atividades do seu cargo, não necessitando se afastar do Senado Federal.

O programa de doutorado tem duração de 36 (trinta e seis) a 48 (quarenta e oito) meses e os custos serão divididos em 36 parcelas mensais no decorrer da capacitação.

Por fim, ressaltamos que a capacitação em tela, além de seguir os ditames preconizados na Lei n° 8.666/1993 e no Regulamento Administrativo do Senado Federal, foi objeto de análise técnica do Comitê Científico-Pedagógico e análise jurídica da Advocacia do Senado, recebendo parecer favorável de ambas as áreas.”

Leia também: “STF marca julgamento sobre reeleição de Maia e Alcolumbre”

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9 comments

  1. Dinheiro do povo, enquanto isso tem pai que não tem dinheiro pra pagar o colégio do filho, enquanto isso o Amapá, terra dessa coisa, ficou 15 dias sem energia, enquanto isso Amapá , vcs colocaram ele é o senador DPVAT, agora tirem.

  2. Há quantos anos existe o Senado e nunca precisou do doutorado. Os senadores não respeitam o dinheiro que o governo subtrai do nosso trabalho.

  3. Revista Oeste e Prezado J.R. Guzzo, este assunto é mais sério do que parece. É preciso que a Oeste nos represente contra este acinte contra o sofrido povo brasileiro. Não dá para ficar apenas nesta matéria informativa. Isso é tema para Guzzo escancarar . O Cristyan Costa deve ser escalado para tentar ouvir a PGR , o TCU , a AGU e tudo mais que puder para dar mais ênfase a essa desfaçatez e patifaria. Se fosse na Argentina o Congresso já estaria cercado de panelas batendo até furar. A Oeste não pode deixar esse assunto cair nas valas comuns. Deve procurar os senadores do “Muda Senado”, o Álvaro Dias o Randolfe Rodrigues, os Ministros do STF e sei lá mais quem para fazer bastante barulho com a repercussão dessa matéria. Milhões de professores estão humilhados e arrasados com a falta de oportunidade para progredir em suas carreiras . Milhares de professores foram impedidos pela CAPES de fazer Mestrado ou Doutorado por não se alinharem ao PT por doze anos seguidos. E agora vem esse Davi Alcolumbre esfregar essa vergonha institucional na cara dos brasileiros e nos chamar a todos de otários pagadores de impostos. Não há justificativa que sustente essa mixórdia. Não há Regimento Interno de Senado nenhum que ampare a humilhação de seus eleitores. Peço encarecidamente a esta Revista que aprofunde investigações sobre essa senhora e sua atuação na “Mesa do senado”. É provável que – pelo cargo que ocupa- com Diretora Geral muito caroço vai sair desse angu. Vamos lá Oeste: faça por nós o que a justiça não faz. Investigue. Denuncie. Aprofunde. Repercuta. Nos livre desse mau, amém!

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