Fundador do PSDB, Alckmin deve deixar o partido para concorrer em 2022

Ex-governador paulista perdeu queda de braço com João Doria e deve se lançar ao Palácio dos Bandeirantes por DEM ou PSD
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Ex-governador Geraldo Alckmin não conseguiu se viabilizar como candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes em 2022
Ex-governador Geraldo Alckmin não conseguiu se viabilizar como candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes em 2022 | Foto: Paulo Guereta/Estadão Conteúdo

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin está se preparando para deixar o PSDB, no qual não conseguiu espaço para se candidatar mais uma vez ao Palácio dos Bandeirantes, informa o jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com a publicação, o tucano inicialmente não pretendia deixar a legenda, mas teve de mudar de ideia e hoje avalia ser esta a “única opção” para entrar na disputa eleitoral.

Alckmin perdeu a queda de braço com o atual governador, João Doria, que bancou a candidatura do vice Rodrigo Garcia ao governo do Estado em 2022. Após uma costura interna, inclusive envolvendo o grupo do ex-prefeito Bruno Covas (morto no mês passado), Garcia se filiou recentemente ao PSDB e praticamente assegurou o posto de cabeça da chapa tucana no ano que vem.

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Alckmin foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Ex-prefeito de Pindamonhangaba (SP), sua cidade-natal, o tucano também foi deputado estadual, deputado federal e governador de São Paulo por quatro mandatos, completando 13 anos no cargo, em períodos entre 2001 e 2018. Ele foi candidato à Presidência da República duas vezes, em 2006 (perdeu para o petista Luiz Inácio Lula da Silva) e 2018 (não chegou ao segundo turno, terminando em quarto lugar, com menos de 5% dos votos válidos).

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Segundo o jornal, Alckmin teria recebido convites de dez partidos. As maiores possibilidades são de que o ex-governador se filie ao Democratas, comandado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, ou ao PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Uma provável aliança em torno do tucano vem sendo trabalhada nos bastidores pelo também ex-governador Márcio França (PSB), que pode repetir a dobradinha com Alckmin e ser novamente candidato a vice na chapa.

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“Tirei esses dois anos depois da eleição presidencial para um período sabático. Então, mergulhei na medicina, fiz um curso de dois anos lá na faculdade de medicina da USP. Mas pretendo voltar”, despista Alckmin.

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