Ganha força a campanha pelo impeachment de João Doria

Nas redes sociais, o deputado Cauê Macris, que comanda a Alesp, é pressionado para dar o sinal verde ao processo de afastamento do governador
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O governador de São Paulo, João Doria, fala à imprensa, após encontro com o presidente em exercício, General Hamilton Mourão | Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
O governador de São Paulo, João Doria, fala à imprensa, após encontro com o presidente em exercício, General Hamilton Mourão | Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Nas redes sociais, o deputado Cauê Macris, que comanda a Alesp, é pressionado para dar o sinal verde ao processo de afastamento do governador

ganha força
Pela terceira vez, o tucano prorrogou o isolamento social no Estado
Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

As políticas de enfrentamento do coronavírus adotadas pelo governador João Doria (PSDB) têm provocado indignação nos habitantes do Estado de São Paulo. Há dias o tucano é alvo de uma série de protestos, entre carreatas e bloqueio de caminhoneiros.

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A revolta se dá porque, na sexta-feira 8, Doria decidiu prorrogar novamente o isolamento na capital e nos municípios. O novo prazo, agora, é 31 de maio. Portanto, trata-se da terceira vez em que o Palácio dos Bandeirantes estende as medidas de restrição.

Não só, o governador gastou meio bilhão de reais na compra de 3.000 respiradores. Por isso, virou alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado por suspeita de superfaturamento, conforme noticiou Oeste em reportagem de capa.

Monitoramento de redes sociais

ganha força
Redes sociais | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

Os internautas decidiram nesta quarta-feira, 13, pressionar o deputado estadual Cauê Macris (PSDB), que preside a Assembleia Legislativa de São Paulo. Na mesa dele, há três pedidos de impeachment contra Doria. Dois são do senador Major Olímpio (PSL-SP). O outro, de parlamentares do PSL.

No Twitter, a hashtag “AbreImpeachmentCaue” é a mais comentada e, enquanto esta reportagem é redigida, está nos trendind topics. Até o momento, já obteve 35 mil engajamentos. Paralelamente, também sobe “BolsonaroCadaVezMaisForte” (6,8 mil).

https://twitter.com/Leticia27489508/status/1260578246539857922

https://twitter.com/CrivariKleber/status/1260577893475901442

A hashtag, no Facebook, tem obtido melhor performance em páginas ligadas à direita — em vez de parlamentares serem os responsáveis pelo impulsionamento da campanha. Uma delas, por exemplo, conseguiu 4,6 mil curtidas, 2,4 mil comentários e mil compartilhamentos.

O Instagram teve baixa adesão, ao somar apenas 200 perfis engajados.

De ontem para hoje, ao pesquisar no Google o nome do governador de São Paulo, os termos mais equivalentes são “caue macris” (presidente da Alesp), “sergio moro” e “lula”. A consulta relacionada de maior interesse é “impitimam de joão doria”, que cresceu 3.100% nas últimas 24 horas.

Em síntese, o interesse dos leitores está aguçado em temas que tratam do afastamento do tucano. Sendo assim, mais informações negativas sobre ele aparecerão na plataforma de pesquisa. O que pode, e muito, prejudicar sua imagem.

Todos os Estados pesquisaram “doria” de ontem para hoje, com destaque para São Paulo, Roraima e Acre (na sequência). Assim sendo, ganha força a campanha pelo impeachment do governador.

Repercussão na mídia

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Foto: LENNY WU/FLICKR

O assunto não está repercutindo muito na imprensa tradicional. A cobertura tem se reduzido à mais recente manifestação contra o governador: a dos caminhoneiros. O viés tem sido de “desrespeito à quarentena” e de “Doria é vítima de ataques”.

Por outro lado, os sites blogs pertencentes ao espectro conservador têm dado evidência à movimentação nas redes. Além disso, os protestos de segunda-feira 11 foram tratados por esses veículos como pacíficos, democráticos e pela reabertura gradual da economia.

Em razão disso, Oeste monitorou que esses meios alternativos obtiveram melhores projeções em suas postagens. Isso quer dizer que as chances de alguém acessá-los é maior que as reportagens da chamada “grande mídia”. Logo, ganha força a campanha contra Doria.

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11 comentários Ver comentários

  1. Digamos assim: Doria é o flautista e a rataiada somos nós, só ouvimos a doce melodia saindo da flauta. Acordem, dois dias numa grande manifestação envolvendo o Estado todo, pouparia milhares de vidas e dinheiro dos cofres público.

  2. Dificilmente a Assembleia Legislativa faria a abertura ou daria prosseguimento a um processo de impedimento do governador de São Paulo. Basta verificar como se deu a aprovação da reforma da previdência do Estado/SP. O relator especial elaborou o relatório, examinou a constitucionalidade e aprovou. Como pode isso ? O deputado sequer é bacharel em Direito e a Casa aceitou. Depois os deputados aprovaram a reforma da noite para o dia, ou seja #FechadoComDitaDoria.

  3. Mais do que o impeachment do Capitão Corona?!
    Agora robô decide mais que voto em urna? Isso vale também para o Capitão Corona?
    Essa revista não pode ser séria!

    1. Não há impeachment sem vontade popular, entendeu mortadela? No caso do Dória, os deputados da assembleia de SP tem interesse em votar a favor pq ganham votos da população. No caso do presidente, é o contrário. Se nao entendeu, eu explico de novo, ok?

  4. Tá certo que as razões têm que ser fortíssimas, pois foi eleito em seu estado e os paulistas têm todo o direito de descarta-lo, Se não na Alesp, indo às RUAS. Quero ver o Botafogo pautar é o Bolsonaro! Faz me rir.

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