Governo defendeu agenda de reformas em 11 ocasiões durante a reunião ministerial

Guedes citou "reforma" ou "reformas" em sete ocasiões. Foi o que mais mencionou uma das palavras. Onyx Lorenzoni, da Cidadania, mencionou por duas vezes. Ricardo Salles, do Meio Ambiente, também falou em duas ocasiões
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Nova versão da Carteira Verde e Amarela deve ser resposta de Guedes ao desemprego pós-pandemia | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil
Nova versão da Carteira Verde e Amarela deve ser resposta de Guedes ao desemprego pós-pandemia | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

Guedes citou “reforma” ou “reformas” em sete ocasiões. Foi o que mais mencionou uma das palavras. Onyx Lorenzoni, da Cidadania, mencionou por duas vezes. Ricardo Salles, do Meio Ambiente, também falou em duas ocasiões

Ministro da Economia, Paulo Guedes, não vai abandonar a pauta reformista | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

O governo não abdicou da agenda de reformas. E fez questão de deixar isso claro na reunião de 22 de abril. Oeste levantou que, por 11 vezes, são citadas “reformas” ou “reforma”.

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, cita a importância da agenda reformista em sete ocasiões. O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, comentou em duas ocasiões. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também falou por duas vezes.

A primeira citação é feita por Guedes, no início da reunião, ao discordar de uma agenda econômica pautada por investimentos públicos financiados pelo governo.

O ministro falou isso em um contexto em que os ministros comentavam sobre o programa Pró-Brasil. Guedes defende o crescimento por uma agenda ortodoxa liberal. “A retomada do crescimento vem pelos investimentos privados, pelo turismo, pela abertura da economia, pelas reformas. Nós já estávamos crescendo”, destacou.

Reeleição

Em um segundo momento, Guedes insinua que a agenda liberal pode, inclusive, garantir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. “Não pode ministro para querer ter um papel preponderante este ano destruir a candidatura do presidente, que vai ser reeleito se nós seguirmos o plano das reformas estruturantes originais”, sustentou.

O segundo a citar as reformas é Lorenzoni. Ele cita que, há 200 anos, os Estados Unidos eram “muito mais pobres do que nós”, e sustenta que, com uma política econômica liberal, se tornou um país mais rico que o Brasil. “Então, o aprofundamento são, sim, das reformas”, declarou.

O ministro da Cidadania defendeu, ainda, uma reforma tributária que baixe impostos no Brasil. “[Que] reduz a carga tributária, eu tô falando sério. A gente nunca discutiu isso entre nós. Mas isso tem que caminhar para isso”, ponderou.

A defesa das reformas é sucedida por Salles. O ministro sugere se aproveitar do foco da imprensa na pauta do coronavírus para “passar reformas infralegais de desregulamentação, simplificação”. “Todas as reformas que o mundo inteiro nessas viagens que se referiu o Onyx cobrou dele, cobrou do Paulo”, avaliou.

Simplificação

O objetivo de Salles é dar segurança jurídica, previsibilidade e simplificação aos investidores. Para ele, grande parte disso pode ser feito por portarias e normas dos ministérios.

Mais a frente da reunião, Guedes toma fala para encerrar a reunião e comenta o governo estará “junto” do Legislativo, Judiciário e do Executivo nas demais esferas enquanto estiverem empenhados com a agenda de reformas. “Na hora que o cara soltou a mão e passou para o lado de lá, a gente deixa o cara ir sozinho e a gente continua sozinho”, comentou.

Pouco depois, Guedes lembra que a reforma da Previdência foi aprovada em 2019, enquanto o governo francês, não. “Fizeram passeatas contra a reforma da Previdência. Agora, a mesma coisa, eu tô dizendo: nós vamos continuar aprofundando as reformas, nós vamos seguir”, avisou.

Por fim, Guedes defende a agenda liberal ao lembrar que o Brasil estava seguindo o caminho certo antes da pandemia. “Nós demos uma demonstração disso quando nós estávamos indo em uma direção norte, com as reformas estruturantes e, de repente, em três semanas e meia, nós fomos para o sul”, disse.

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4 comentários Ver comentários

  1. A extrema imprensa está de luto após a divulgação do vídeo. Nele só se vê um homem ávido por colocar o país nos eixos. Infelizmente para os profetas do apocalipse, a divulgação do vídeo foi excelente para a impopularidade do presidente.

  2. Li toda a transcrição desta reunião. Há nítida sincronia entre os ministros que sobraram dela (Moro e Teich já saíram, pra cuidarem de suas biografias), todos remando a favor da salvação do Brasil, e bem conduzidos pelo Presidente Bolsonaro. Paulo Guedes dá o tom geral sobre economia, investimentos, etc e os militares dão o devido apoio, coordenando. Destaques positivos para várias ideias e ações sendo discutidas. Destaque negativo apenas para a falta de ações mais concretas (naquele dia) contra o Coronavírus, e a linguagem de botequim (pra mim ok, mas um prato cheio pros que querem conturbar). Enfim, fiquei mais confiante ainda com este time do Executivo. Que o Congresso, o STF e a grande mídia parem de atrapalhar.

  3. Se por um lado, a população em geral, investidores, empresários, etc, tomaram conhecimento dos importantes projetos e intenções do governo, o que dá uma certa tranquilidade a todos, de outro, os inimigos terão mais tempo para se prepararem a fim de minar esses planos. A equipe ministerial é boa. Mérito do Presidente. Não dá para separar uma coisa da outra.

  4. Planejamento é ISTO. Parabéns ao excelente ministério. À Bolsonaro desculpe-me. Meus amigos notáveis ñ sabem, ainda, q nessa DEMOCRACIA “bebê” , votou é só esperar q
    o nosso “presida” dá conta.
    Estamos preparando as cartucheiras de p 1 BRASIL q te orgulhe. Presidente, guerreiro , me desculpo por hora. Vc é o ñ Tuareg.

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