Governo planeja enviar 1,2 milhão de ovinos por ano à Arábia Saudita

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Na Arábia Saudita existe uma demanda de 100 mil cordeiros vivos por mês

Arábia Saudita demanda carne de cordeiro do Brasil para atender a consumo interno
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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) se mobiliza para lançar quanto antes o primeiro projeto dentro do Sertanejo Forte, megaprograma que visa à criação de oportunidades de trabalho no sertão. A ação quer atender a uma demanda regular de países do Oriente Médio de ovinos vivos, cordeiros para abate.

O governo mantém contato com empresários brasileiros que embarcam cordeiros vivos para a Arábia Saudita, o Líbano, os Emirados Árabes Unidos, entre outras nações. Só para a Arábia Saudita, fala-se de uma demanda de 100 mil cordeiros vivos por mês. É essa a articulação que o Executivo pretende atender no momento.

A intenção do governo é acenar com a busca de uma boa relação comercial com a Arábia Saudita. Em 2019, durante visita do presidente Jair Bolsonaro ao país, o chefe da nação, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, anunciou um investimento de R$ 10 bilhões no Brasil. Atender à demanda de cordeiros é, portanto, um passo para estreitar o convívio.

O projeto é o mais avançado entre as iniciativas em discussão sobre o desenvolvimento no semiárido. Para ser posto em prática, falta o governo autorizar a concessão de empréstimo do Banco do Nordeste a um grupo de dez grandes empresários que vão tocar a ação. O aporte previsto é de cerca de R$ 2 bilhões. O titular do MDR, Rogério Marinho, chegou a se reunir com o embaixador da Arábia Saudita, em maio, e acenou com esforços para concretizar o projeto.

Expectativa

Cada um dos dez empresários atuará com um grupo de mil pequenos produtores. Ou seja, são essas 10 mil pessoas no total que vão cuidar da produção de cordeiros vivos. O empresariado vai fornecer a infraestrutura e garantir que o sistema de integração possa abastecer a demanda mensal.

Os cálculos apontam o valor de R$ 840 milhões de receita anual com o projeto. A  expectativa é que parte dessas vendas vá para o bolso de pequenos produtores, entre eles alguns beneficiários do Bolsa Família.

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