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Governo federal formata programa de investimentos para o Nordeste

Programa de investimentos para o Nordeste visa aplicar R$ 25 bilhões ao ano na região e fugir de ações assistencialistas

Por meio de um plano de investimentos para a região, a União estima aplicar R$ 25 bilhões ao ano em ações de estímulo à produção local

Programa pode ajudar a atenuar a seca no Nordeste
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo federal está formatando um programa de investimentos para o Nordeste, mais precisamente para o semiárido brasileiro. A ideia, entretanto, não é fazer assistencialismo, e sim liberar linhas de crédito de aproximadamente R$ 25 bilhões por ano por meio de instituições financeiras públicas como Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.

Leia na Revista Oeste a reportagem “O fator Nordeste nas eleições de 2022”

Esse programa propõe o desenvolvimento socioeconômico do semiárido, sobretudo a partir do aproveitamento racional dos recursos naturais do bioma da caatinga nos setores da agropecuária. Algo paradigmático. Proprietários rurais com um pedaço de terra receberão assistência técnica de entidades parceiras para vender seus bens em um mercado garantido integrado à agroindústria. Ou seja, não se trata de projeto concorrente do Bolsa Família nem de outras ações sociais. Pelo contrário, é complementar. A ideia em gestão é que esse megaprograma sirva de porta de saída para ações assistencialistas, que foram comuns na gestão Fernando Henrique Cardoso e nas do PT.

Semiárido cidadão

Há preocupação do governo federal com o fato de que boa parte dos municípios brasileiros se localiza na região do semiárido. A área abrange 1.171 municípios, cerca de um quinto das cidades do país. Além disso, outra preocupação se relaciona com o universo de pessoas em situação de extrema pobreza. Os detalhes dessa ação foram divulgados com exclusividade em reportagem da revista Oeste deste fim de semana.

A estruturação do programa ainda é meticulosamente analisada e debatida, entre governo, parlamentares — a exemplo de João Carlos Bacelar (PL-BA) — e empresários, como Antônio Araújo, diretor de projetos do Instituto Brasileiro de Fomento da Ovinocaprinocultura Comercial (Ibrafocco). “Assim, o que se busca com a elaboração de uma política pública é torná-la eficaz, que seja viável em sua manutenção e que as pessoas que dela precisem em um momento se beneficiem, mas que essa política seja libertadora e não escravizante”, detalha o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, a Oeste.

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