Interferência na PF: Moro aciona STF contra depoimento de Bolsonaro

Defesa do ex-juiz argumenta que houve falta de isonomia no tratamento dispensado ao presidente
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Sergio Moro é ex-ministro da Justiça
Sergio Moro é ex-ministro da Justiça | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o depoimento do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura suposta interferência do chefe do Executivo na Polícia Federal (PF).

A defesa pede que o ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação, cobre parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a oitiva, realizada na quarta-feira 3. O principal ponto questionado por Moro é que o interrogatório foi feito sem a participação de seus advogados e da PGR, o que configuraria falta de isonomia no tratamento dispensado ao presidente.

(Isonomia, dentro do direito, significa que todas as pessoas devem ser julgadas igualmente perante a lei.)

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Depoimento de Bolsonaro

O chefe do Executivo federal admitiu que pediu trocas na diretoria-geral e nas superintendências da PF. Segundo ele, Moro condicionou as substituições a uma vaga no Supremo. O presidente afirmou ainda que viu necessidade em mudar a chefia da Polícia Federal “para ter maior interação”.

Depoimento de Moro

Interrogado pela corporação em maio de 2020, Moro disse que a troca na diretoria-geral teria sido solicitada por Bolsonaro porque o presidente “precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de Inteligência”.

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