J. R. Guzzo: ‘A epidemia parece ter tornado ilegal a tarefa de pensar’

Para o colunista de Oeste, há nestes tempos de covid-19 uma quantidade cada vez maior de coisas que não fazem o menor nexo
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Coronavírus | Foto: Divulgação/Flickr
Coronavírus | Foto: Divulgação/Flickr

Para o colunista de Oeste, há nestes tempos de covid-19 uma quantidade cada vez maior de coisas que não fazem o menor nexo

Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR
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“Faz sentido o cidadão brasileiro ser proibido de trabalhar e, ao mesmo tempo, continuar obrigado a pagar impostos, até o último centavo e nem um minuto depois do prazo?”, interpela o colunista de Oeste J. R. Guzzo num artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo.

Para o colunista, a pandemia de coronavírus no Brasil resultou não apenas na destruição da economia, do trabalho e da vida social, mas também da liberdade. Além disso, ele critica a divisão do país em “27 repúblicas” — fruto do entendimento da Suprema Corte, que deu mais poder a Estados e municípios.

Guzzo também elenca medidas adotadas contra a covid-19 que não fazem sentido. Por exemplo: uma lei vinda do Senado que dá aos síndicos o poder de proibir que os moradores façam festas ou recebam amigos em casa. “Nem na Alemanha de Hitler há registro de algo parecido”, observa.

O colunista, ademais, denuncia a retirada de leitos de hospitais públicos para ser transferidos a hospitais de campanha — onde passam a ser explorados por ONGs privadas, que recebem dinheiro do erário para exercer o ofício de tirar vantagens.

Guzzo vai além e mostra as contradições dos políticos que, cada dia mais, asfixiam a economia, ao prolongar o isolamento social. “São os mesmos que se recusam a suspender os salários do funcionalismo público. Acabam de dar aumento à polícia do Distrito Federal.”

“Passou a valer no Brasil a ideia de que a atividade econômica mata pessoas”, conclui.

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3 comentários

  1. O Brasil em dezenas de anos criou um Estado tão inchado e viciado que mudam os atores mas a corrupção, o oportunismo e o corporativismo se mantém firmes e fortes.

  2. Guzzo e imprensa patriótica – perguntem a Sílvio Santos o que significa repórter imparcial e apartidário – precisam fazer reportagens esclarecedoras à população, de que só temos um caminho a percorrer, que é curto, já vencemos a metade da caminhada, e só assim salvaremos as eleições municipais, e evitaremos que a CORRUPTELA instalada no CONGRESSO, elejam Fernando Bezerra e Ailton Lyra novos presidentes em fevereiro próximo.
    Já q o STF ñ nos representa, por opção dos próprios ministros, morcegos e parasitas q já nos mostraram isto monocraticanente, em home office e até em seções plenárias, somente as RUAS de todo o Brasil APRESSARAO a PRISÃO em SEGUNDA instância e fim do foro privilegiado.
    O avanço de nossas pautas ANTICORRUPÇÃO é o único caminho.

    1. Li o artigo do Guzzo. Cirúrgico. Felizmente nos últimos dias a maioria da população começou a perceber os absurdo q estavam sendo perpetrados por esse governadores em nome de uma quarentena que não tem nada de científica. Bons tempos virão.

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