Justiça nega volta de Witzel ao Palácio Laranjeiras

Governador afastado pediu para seguir na residência oficial
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Witzel antes de ser afastado do governo do RJ | Foto: Arquivo pessoal/Facebook
Witzel antes de ser afastado do governo do RJ | Foto: Arquivo pessoal/Facebook | witzel - palácio laranjeiras - justiça

Governador afastado pediu para seguir na residência oficial

witzel - palácio laranjeiras - justiça
Witzel antes de ser afastado do governo do RJ | Foto: Arquivo pessoal/Facebook
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Um governador afastado não tem o direito de permanecer na residência oficial do Estado. Esse é o entendimento do desembargador Cláudio de Mello Tavares, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ao negar nesta sexta-feira, 13, pedido feito pela defesa de Wilson Witzel (PSC).

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Afastado do Poder Executivo fluminense desde o fim de agosto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Witzel foi despejado do Palácio Laranjeiras na última semana, após decisão do tribunal misto responsável pela análise de um dos processos de impeachment contra ele na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ao alegar falta de segurança, ele recorreu ao Judiciário para pemanecer no local — mesmo com suas atividades políticas suspensas.

Na decisão contrária ao pedido de Witzel, Tavares observa o fato de o governador afastado contar com todo um aparato de segurança, mesmo vivendo fora das dependências da residência oficial. Segundo o portal R7, o desembargador ainda ressaltou que Witzel deixou o Palácio Laranjeiras antes mesmo de esgotar-se o prazo para ele se mudar.

Diante da situação, Witzel divulgou nota em que afirma não ter apego ao Palácio Laranjeiras. “Nunca me importei com palácios”, comenta. “Minha luta, que esbarrou em interesses poderosos, foi para melhorar a vida das pessoas, começando pela melhoria da segurança pública”, prossegue o político. Ele se diz vítima de ameaças.

Witzel X Poder Judiciário

Wilson Witzel não tem tido êxito junto ao Poder Judiciário. Desde que ele foi afastado do cargo de governador do Rio de Janeiro, seus advogados já acionaram os mais diversos órgãos (até mesmo o Supremo Tribunal Federal) na tentativa de barrar o processo de impeachment, voltar à função pública e, agora, permanecer no Palácio Laranjeiras. Até o momento, não foi bem-sucedido em nenhuma ação.

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