Lava Jato chega a filho de ministro do STJ e se aproxima do Judiciário

Eduardo Martins teria recebido R$ 40 milhões indevidamente
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Eduardo Martins teria sido contratado para influenciar ministros da corte
Eduardo Martins teria sido contratado para influenciar ministros da corte | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Na operação deflagrada nesta quarta-feira, 9, que apura desvios de recursos envolvendo escritórios de advocacia, a Lava Jato do Rio de Janeiro garante que o advogado Eduardo Martins, filho do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, foi contratado por Orlando Diniz, para exercer influência em ministros da corte e obter decisões favoráveis à permanência dele à frente da Fecomércio do Rio. As provas contra o filho do ministro foram obtidas pela Polícia Federal através de documentos da Fecomércio e da delação premiada de Diniz.

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De acordo com e-mails obtidos pela Lava Jato, a contratação de Eduardo Martins foi intermediada pelo advogado Cristiano Zanin (ele presta serviços ao ex-presidente Lula), que já atuava para Orlando. Por meio de sucessivos contratos, o escritório de Martins recebeu cerca de R$ 40 milhões da Fecomércio. Conforme a Justiça, os contratos não foram para prestar serviços advocatícios mas sim “a pretexto de influenciar atos praticados por magistrados do STJ”. Na época, Diniz estava afastado da presidência da Fecomércio e buscava uma liminar do STJ para voltar ao cargo.

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11 comentários

  1. O judiciário Brasileiro em quase sua totalidade é corrupto, podre e
    de esquerda, um luladrão durante seus governos, locupletou quase
    todas as instâncias de Justiça no Brasil, esta quase tudo tomado e
    ideologizado, STF , STJ nada escapou ate o MP com seus procuradores, de acordo com Aras a podridão salta aos olhos, tem que haver uma mudança
    radical nos postos designados.

  2. Tá aí o desespero do STF. O mundo sabe do envolvimento de certos ministros quer dizer deuses, por isso vão fazer de tudo pra enterrar a lava jato. Principalmente o atual presidente e outros dois membros da segunda turma, ou seja, Tofoli, Gilmar e Lewandovisk. Uma vergonha. Jeep e soldado já!!!!!

  3. Não seria essa mais uma das aproximações sucessivas do Mourão? São aproximações que se fazem de forma assintótica, em outras palavras, que jamais chegarão a um resultado final pois elas se encontram apenas no infinito. Não sei se me fiz entender com esse meu raciocínio cartesiano, enfim…

  4. O governos recentes dos decadentes PSDB e PT, respectivamente representados pelo comunistas e corruptos FHC, Luladrão e Dilma “ensacadora” de vento, fizeram um ótimo trabalho ao aparelharem o judiciário, parlamento, imprensa, ONGs e por aí vai. A surpresa foi descobrir o nível que chegamos, onde a corrupção se infiltrou às entranhas do judiciário e corrompeu os que deveriam salvaguardar nossa constituição e zelar pela imparcialidade nos julgamentos.

  5. Por isso a pressa do PGR, 7 e meio pra cima,em acabar com a Lava Jato.
    Se me dissessem a uns 2 anos atrás,que o Bolsonaro indicaria um petista para a PGR,eu chamaria essa pessoa de louca,já que o Bolsonaro era anti PT.
    SQN!

  6. A justiça tarda mas não falha, mesmo nesse sistema corrupto em que infelizmente certos elementos do nosso judiciário estão mergulhados!

  7. Existe um ditado popular (obviamente de forma mais enfática) que diz: “Escrementos boiam.” Uma hora os escrementos aparecem, de um jeito ou de outro.

  8. Desde sempre existe a proteção mútua no judiciário, alcançando o congresso. Haja visto que o STF jamais puniu um congressista. Renan Calheiros, vergonhosamente protegido há anos e anos sem qualquer movimentação na extensa ficha de denúncias. E infelizmente Bolsonaro não só não moveu um dedo para o combate à corrupção, pior, nomeou o Aras para acabar com a Lava Jato. não existe democracia sem justiça. Então, balela falar que somos um país democrático.

  9. Acredito q a lava jato do jeito q estava indo, direcionaria a população a eleger novamente um político do PSDB ou DEM. Até pq esses políticos mesmo delatados amplamente em Coritiba e são Paulo, não tiveram a atenção da operação. Precisou moro sair d cena p chegar ao PSDB. A diferença entre as diversas bases da operação tem como exemplo o Rio, q não se milindra com o STF, quantas vezes Bretas bateu d frente com Gilmar, quantos anos d cadeia Cabral pegou, o doleiro dos doleiros entregou a família Marinho. Podemos ver q não existe seletividade na operação do rio. Parabéns juiz Bretas.

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