Lava Jato: Investigação do STF contra procuradores é ‘extremamente grave’, afirma Aras

Procurador-geral da República não concorda com o inquérito aberto
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Lava Jato entrou na mira do STJ; e PGR reclama
Lava Jato entrou na mira do STJ; e PGR reclama | Foto: Divulgação/PF

O procurador-geral da República, Augusto Aras, promete agir contra o inquérito aberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar a conduta de procuradores da Lava Jato em supostas mensagens hackeadas. Ao participar na manhã desta sexta-feira, 26, de reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), ele criticou a investigação por parte do Poder Judiciário e adiantou que poderá denunciar o caso a organismo internacional.

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Na visão de Aras, a decisão do STJ contra procuradores é “extremamente grave e preocupante”. Para ele, o inquérito pode abrir perigoso precedente na relação de esferas do Poder Judiciário com membros do MPF. “Não se trata somente de investigar membros do Ministério Público Federal no que toca à conhecida força-tarefa denominada Lava Jato”, afirmou o procurador-geral da República. “Trata-se de expediente que pode atingir todos os tribunais brasileiros no que toca a todos os membros do Ministério Público brasileiro”, prosseguiu com a reclamação, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

“Esforços para preservar o sistema em que o Ministério Público acusa, o juiz julga, a polícia investiga”

Ao reforçar que discorda da conduta do STJ, Aras indicou que, caso a ação contra procuradores seja levada adiante, o tema será encaminhado à Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Pretendo defender, se for o caso, até na corte internacional a higidez do sistema de Justiça brasileiro no que toca ao sistema penal e, com isso, nós envidaremos todos os esforços para preservar o sistema em que o Ministério Público acusa, o juiz julga, a polícia investiga, sem prejuízo das nossas investigações”, declarou Aras. Reforçou, assim, o entendimento de que não cabe ao Judiciário abrir inquérito contra autoridades.

Lava Jato

À frente do MPF, Augusto Aras foi o responsável por extinguir a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Decisão validada por ele no começo do mês tornou a equipe dedicada integralmente à ação anticorrupção em parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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