Lei ensina a maneira ‘correta’ de fazer o sanduíche bauru

Objetivo é manter inalterada a receita original do lanche
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Ao que parece, há um jeito correto de fazer o sanduíche bauru
Ao que parece, há um jeito correto de fazer o sanduíche bauru | Ilustração: Lézio Júnior

O sanduíche bauru é uma das iguarias mais requisitadas pelos brasileiros. Para quem ainda não teve a felicidade de saboreá-lo, trata-se de um lanche recheado com rosbife, tomate, pepino, orégano e muçarela.

Como o leitor pode supor, o sanduíche leva o nome de Bauru, cidade localizada no interior do Estado de São Paulo. Foi lá que o bauruense Casimiro Pinto Neto, frequentador do bar Ponto Chic, no Largo do Paiçandu, idealizou o “sanduba”.

Agora vem a parte pouco saborosa da história.

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Com o objetivo de manter inalterada a receita original do sanduíche bauru, a Câmara Municipal criou uma lei que demonstra a maneira correta de fazer a iguaria. É isto mesmo: há regras e procedimentos específicos que devem ser adotados na confecção do lanche.

O cidadão que descumprir a lei não terá de pagar multa alguma, tampouco será punido. O escárnio seria ainda maior, convenhamos.

A Lei nº 4.314 foi promulgada em 24 de junho de 1998.

Se não fosse o Estado, quem ensinaria os brasileiros a preparar, corretamente, o sanduíche bauru?

Leis Absurdas do Brasil

Segundo o economista André Costa, autor do livro Leis Absurdas do Brasil (LVM Editora), existem 180 mil normas vigentes no país. “O Brasil já editou e publicou, desde a Constituição Federal de 1988, mais de 5,4 milhões de textos normativos”, afirmou. “São 769 normas por dia útil.” Ou seja, uma a cada dois minutos.

O economista divulga esses projetos absurdos nas redes sociais desde 2016. Por sugestão do cientista político Adriano Gianturco, professor do Ibmec, ele reuniu no livro os 51 mais esdrúxulos. Em entrevista concedida à Revista Oeste, Costa argumenta que a maioria dessas leis mistura desconhecimento econômico e má-fé.

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