Líder do governo na Câmara defende nova Constituição

Ricardo Barros afirma que a Carta Magna inviabiliza o Orçamento e dificulta a governabilidade
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Deputado Federal Ricardo Barros (PP-PR) | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Deputado Federal Ricardo Barros (PP-PR) | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados | Ricardo Barros

Ricardo Barros afirma que a Carta Magna inviabiliza o Orçamento e dificulta a governabilidade

líder do governo na câmara
Deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
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O líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que defende um plebiscito para que os cidadãos brasileiros decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição. De acordo com ele, a Carta Magna transformou o Brasil em um país difícil de governar. “Acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra deveres, porque a nossa Carta só tem direitos. É preciso que o cidadão tenha deveres com a nação”, observou Barros, na segunda-feira 26. As declarações do parlamentar geraram reações. A primeira delas, por exemplo, foi do presidente da Câmara, Rodrigo Maia: “A situação do Chile é diferente da do Brasil. O marco final do nosso processo de redemocratização foi a aprovação da nossa Constituição em 1988”.

Leia também: “A Constituição do atraso”, artigo de Selma Santa Cruz publicado na edição n° 28 da Revista Oeste

Além disso, Barros mencionou entraves orçamentários, que inviabilizam o pagamento das contas públicas. “A situação é inviável orçamentariamente. Não temos mais capacidade de pagar nossa dívida, os juros da dívida não são pagos há muitos anos, a dívida é só rolada e com o efeito da pandemia cresceu muito, e esse crescimento nos coloca em risco na questão da rolagem da dívida”, salientou o deputado. Segundo Barros, o governo não dá conta de “entregar todos os direitos que a Constituição decidiu em favor de nossos cidadãos”, disse. Conforme a colunista de Oeste Selma Santa Cruz, a Constituição de 1988 beneficiou políticos e partidos com tantos privilégios que acabou por transformar a política no país em um negócio empresarial lucrativo, que raramente tem qualquer relação com os interesses da população.

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9 comentários

  1. Francamente, este líder corrupto do governo é escárnio!! Mais um golpe baixo do CENTRÃO.
    A pandemia virou uma arma contra o Brasil, pra aprovar tudo que não presta no Congresso e STF.
    #BarrosÉUmGolpista
    #RamosÉManipulador

  2. Essa nossa Constituição é, de fato, uma aberração. Existe uma proposta de nova constituinte com escolha de seus integrantes por concurso público, seguido de sorteio aleatório e com a elaboração de três minutas de constituição por três grupos distintos, seguido de plebiscito. Os detalhes desta proposta podem ser visto neste vídeo do YouTube e em suas continuações… https://youtu.be/yl6yZ62FoY4

    1. Sem condições de fazer uma nova Constituição com este Congresso dominado por corruptos do CENTRÃO. É tudo que o BOTAFOGO deseja, um parlamentarismo.

  3. Sou plenamente a favor de uma nova Constituição. Evidentemente que não agora, durante a pandemia, mas um futuro mais próximo possível. Também sou a favor de um plebiscito, que estabeleça a eleição de constituintes com mandatos limitados ao término da elaboração da nova carta, além de um enxugamento de artigos, excluindo-se platitudes. Outrossim, entendo fundamental olhar-se para o Poder Judiciário, com o estabelecimento de mandatos limitados a 10 anos para os senhores ministros dos tribunais superiores, sem possibilidade de recondução, bem como a caducidade de decisão liminar que não seja encaminhada ao plenário da respectiva Corte no prazo de 90 dias, para apreciação e devido julgamento.

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