Lira espera ampliar apoio à PEC dos Precatórios na próxima terça-feira

Na madrugada de hoje, os deputados aprovaram o texto-base em primeiro turno, por uma margem estreita
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Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira | Foto: Reprodução/TV Câmara
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira | Foto: Reprodução/TV Câmara

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), confirmou que a votação em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios será na terça-feira 9. Ele espera que o placar favorável ao projeto seja maior.

Na madrugada de hoje, os deputados aprovaram o texto-base em primeiro turno, por uma margem estreita. Dos 513 deputados, 456 votaram. 312 foram favoráveis (apenas quatro a mais do que os 308 necessários) e 144, contrários.

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“Tínhamos quase 60 deputados ausentes da votação. Não vai acontecer isso na terça-feira, o quórum será maior”, disse Lira. “Vamos para a votação na terça-feira com mais votos a favor da PEC”, pontuou.

A proposta limita o pagamento de precatórios e muda o cálculo do teto de gastos. Antes do segundo turno, é necessário votar nove destaques, que são tentativas de partidos de mudar trechos do texto.

Auxílio Brasil

Para Lira, a principal motivação da PEC é garantir recursos para o Auxílio Brasil, que vai substituir o Bolsa Família e o auxílio emergencial. O presidente da Câmara rebateu quem afirma que o texto tem motivações eleitorais.

“Especialistas, técnicos e economistas não vivem e não sabem da realidade de se construir um texto numa Casa de 513 parlamentares, nem a realidade de um brasileiro que passa fome com sua família, porque não tem sequer R$ 1 para comprar um pão, tem que se socorrer dos caminhões de lixo para se alimentar”, pontuou.

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4 comentários Ver comentários

  1. O engraçado é que estes precatórios são todos dos governos de FHC para cá, até de Temer, porém a justiça da ganho para ser pagos em 22, que coincidência, são 90 bilhões de reais, o governo com este orçamento engessado, praticamente não faria mais nada a não ser pagar está quantidade de esqueletos que saem todos de uma vez do armário, nesta PEC, foi negociado que os de valores até 600 mil serão pagos ano que vem, os outros serão parcelados, isto não tem nada de inflacionário, agora ser contra a favorecer milhões de irmãos brasileiros que se encontram passando fome com 400 reais seria uma enorme maldade, nenhum servidor público municipal, estadual ou federal deixou de receber seu salário em dia, isto em função da dinheirama que a união despejou nos municípios e estados, sendo boa parte roubada por prefeitos e governadores. Muito me estranha, os partidos de esquerda, que se dizem defensores dos pobres e necessitados, votando contra, sindicatos que deveriam defender empregos, lutando por demissão de quem não quer se vacinar, é muita hipocrisia.

  2. Engraçado que nenhum dos que dizem que “é pelos pobres” doaram um mísero centavo dos seus enormes salários. Caridade com dinheiro alheio não existe.
    Se tudo der certo, essa insanidade não passará no segundo turno da Câmara e, na pior das hipóteses, será enterrada no Senado, caso contrário, o Brasil entrará na mesma espiral inflacionária que viveu nas décadas de 70 e 80.

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