Lira: fala sobre ‘remédios amargos’ não foi direcionada a Bolsonaro

Em entrevista à TV Bandeirantes, comandante da Câmara descartou abertura de um processo de impeachment contra o presidente da República
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O presidente da Câmara, Arthur Lira, descartou a abertura de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro
O presidente da Câmara, Arthur Lira, descartou a abertura de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), negou que tenha mandado um recado a Jair Bolsonaro quando disse, na tribuna da Casa, que o Parlamento poderia aplicar “remédios amargos” para resolver problemas de articulação política do governo no Congresso. Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, o deputado negou que tenha feito qualquer ameaça a Bolsonaro.

“Meu discurso não foi um recado ao presidente da República. Aquele discurso foi feito porque parlamentares são feitos de carne e osso, todos nós viajamos para os nossos Estados toda semana, voltamos para Brasília toda semana, sentimos como está a situação, se a pandemia aumenta ou diminui”, afirmou Lira.

Leia mais: “Lira chama de ‘inúteis’ pedidos de impeachment contra Bolsonaro”

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Indagado sobre a possibilidade de abertura de um processo de impeachment de Bolsonaro, o presidente da Câmara praticamente descartou essa hipótese. “Eu sou discípulo de [Rodrigo] Maia [ex-presidente da Câmara] com relação a isso. Maia teve muita responsabilidade, mesmo sendo contrário a Bolsonaro, de nem ventilar essa possibilidade”, disse.

Durante um pronunciamento no plenário da Câmara no dia 24 de março, Lira falou em tom de ameaça contra o Palácio do Planalto e cobrou medidas efetivas no combate à pandemia de covid-19. “Estou apertando um sinal amarelo para quem quiser enxergar: não vamos continuar aqui votando e seguindo um protocolo legislativo com o compromisso de não errar com o país se, fora daqui, erros primários, erros desnecessários, erros inúteis, erros que são muito menores do que os acertos cometidos continuarem a serem praticados”, disse o parlamentar na ocasião. “Os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e são todos amargos. Alguns, fatais. Muitas vezes são aplicados quando a espiral de erros de avaliação se torna uma escala geométrica incontrolável. Não é esta a intenção desta Presidência.”

Leia também: “CPI da Covid é perda de tempo, dispara Arthur Lira”

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7 comentários

  1. Não é sobre a Pandemia que os deputados são cobrados quando vão ao seus Estados.
    Eles são cobrados da intervenção de vocês e do stf nas ações do Governo do Presidente Bolsonaro.

  2. Tudo falácia. Na verdade não era isso que os jornazistas da BandChina queriam ouvir. O presidente da Câmara dos Deputados sabe muito bem que o Presidente Bolsonaro tem o apoio popular e está trabalhando para o desenvolvimento do país. Seria muita imprudência, pra não dizer burrice, ele acatar os pedidos infames da ptralhada.

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