Lira insiste em semipresidencialismo ‘para 2026 ou 2030’

Para ele, é preciso que o sistema de governo esteja fora das 'amarras do presidencialismo de coalizão', com uma 'gestão compartilhada'
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Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), voltou a defender nesta terça-feira, 23, a adoção do semipresidencialismo no Brasil a partir de 2026 ou 2030.

Ele afirmou que a aprovação de um novo sistema de governo não impactaria as próximas eleições e não mudaria as regras do jogo para o próximo presidente eleito.

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Para Lira, é preciso que o sistema de governo esteja fora das “amarras do presidencialismo de coalizão”, com uma “gestão compartilhada”.

“O presidente se elege com 50 milhões de votos e, quando muito, consegue 10% de vagas no Parlamento, e por isso não consegue governar sem coalizão. A Câmara vai fazer essa discussão”, afirmou, em entrevista à GloboNews.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro comentou a discussão que está sendo feita sobre a adoção do semipresidencialismo: “Por que lançam isso aí? Para acobertar outras coisas. Muita gente está preocupada porque acabou a mamata”.

“Tem certas coisas que são tão idiotas que não dá nem para discutir. Não vou começar a bater boca com ninguém sobre esse assunto. Coisa idiota. Eu falo que jogo nas quatro linhas. Quem sair fora, aí sou obrigado a combater o cara fora das quatro linhas”, afirmou.

Hoje, Lira disse: “É um projeto que tem de ser discutido com calma, com audiência, reuniões, muito debate. Para 2026 ou 2030, isso não interferirá nas quatro linhas de ninguém”.

Auxílio Brasil e aumento salarial

Na entrevista, o presidente da Câmara aproveitou para dizer que não vê resistência entre os deputados em transformar o Auxílio Brasil com um valor maior em benefício social permanente.

Lira também reafirmou que não vê espaço para dar aumento salarial aos servidores públicos, caso a PEC dos Precatórios seja aprovada.

“Se o governo quiser dar aumento, vai ter de cortar seu orçamento discricionário. Na PEC dos Precatórios, não foi apresentada à Câmara nenhuma possibilidade de ter compensação ou abertura para pagamento de funcionário público.”

Emendas de relator

Lira reafirmou que as emendas de relator são “absolutamente transparentes” e que a decisão liminar da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, referendada pelos demais ministros, pode resultar na perda de quase R$ 13 bilhões já empenhados no Orçamento.

Segundo ele, o Orçamento não é secreto, e o Congresso Nacional está empenhado em dar mais transparência ao processo.

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14 comentários Ver comentários

  1. O filho de Alagoas, estado que tantas alegrias nos deu na política.
    Vide Collor, Renan e estrumes associados.
    Não serás deputado na próxima seu canastrão.

  2. Mais intromissão??? Todo mundo manda, menos o presidente. O que querem esses políticos mais o que já tem? O Brasil é podre. Infelizmente, isso sim CNN, Bolsonaro indicou um lixo para pocilga que decide tudo por nós que o colocamos lá. Poderia ter apoiado o Van Hatten…

  3. É simples, é só convocar uma Assembleia Nacional Constituinte nas eleições de 2022. Uma PEC para mudar um sistema de governo não vai colar, não vai rolar, o povo não vai permitir um golpe dessa magnitude!

  4. Não tem sistema político que sirva quando temos um Legislativo, corrupto e ineficiente. Infelizmente o nosso legislativo é composto com o que há de pior na sociedade. Usam o Legislativo como foro privilegiado, para fazer negócios e lucrar, como ascensão social de ineptos e vagabundos, famílias com várias gerações mamando no governo e muito mais. Imagina dividir o Governo com essa gente e o STF, cruz credo.

  5. O golpe está aí, cai quem quer. Esse Lira nunca me enganou, aliás, vindo de Alagoas em termo de política, pode se esperar quase nada de bom.

  6. IMPORTANTE MESMO É MUDARMOS COMPLETAMENTE O SENADO FEDERAL, POIS SOMENTE ASSIM RECONSTRUIREMOS A NOSSA PÁTRIA.
    Estamos trabalhando firmemente em todos os rincões para afastarmos elementos que participaram da política até aquí e nada fizeram.
    Este senado não nos representa, pois é composto de traidores do povo.
    PEC DA PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA.
    FIM DO FORO PRIVILEGIADO
    PEC DA BENGALA.
    VOTO IMPRESSO PARA NÃO SERMOS TRAPACEADOS NOVAMENTE.

    1. Exatamente, Ângelo e Remi Backes. Direto ao ponto. Não existe nenhum sistema de governo que funcione minimamente com esse congresso, esse caldeirão político, essa justiça corrompida e aparelhada. Todos conspirando ininterruptamente para manutenção do status quo.
      Se, metade dessa energia gerada para saquear a nação fosse utilizada verdadeiramente em prol do povo brasileiro, seríamos um país de primeiro mundo em apenas uma década (os Tigres Asiáticos levaram três para alcançar essa meta).
      Mas, só nos resta continuar a lutar para que Elite do Mau seja, definitivamente, excluída e que homens pobros e honrrados venham compor uma nova realidade política à altura a nação brasileira.

  7. lira bundão, para que serve um congresso se no país há vários presos políticos.
    Esse lira não vale o sangue da pulga que habita um cadáver.

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