Marcos Rogério classifica CPI da Covid como ‘palco de horrores’

Em entrevista a Oeste, senador também falou do que espera do depoimento do deputado Osmar Terra, marcado para amanhã
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Senador Marcos Rogério em entrevista a Oeste | Foto: Sidney Lins Jr./DEM
Senador Marcos Rogério em entrevista a Oeste | Foto: Sidney Lins Jr./DEM

Em entrevista a Oeste, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) disse nesta segunda-feira, 21, que a CPI da Covid tem se transformado em “palco de horrores” e em “circo armado”. Ele defendeu a investigação pela comissão do dinheiro repassado pelo governo federal a Estados e municípios.

O senador também criticou a decisão da oposição de abandonar o depoimento de dois médicos defensores do tratamento precoce. Ele ainda disse que a lista de investigados divulgada pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) “não tem valor jurídico nenhum” e “nasceu viciada de ilegalidade”.

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Confira a entrevista

Como o senhor avalia a CPI até aqui?

Essa CPI tem se transformado, ao longo dos dias, em um palco de horrores, em um circo armado, de perseguição política, de maus-tratos, de abuso de autoridade, de ilegalidades. Espero que, para a frente, a gente possa ter um ambiente diferente com a investigação seguindo o caminho do dinheiro repassado a Estados e municípios.

Como o senhor recebeu a decisão da oposição de abandonar a sessão da CPI que ouvia dois médicos defensores do tratamento precoce?

Isso mostra uma parcialidade inaceitável em qualquer processo. Tivemos várias pessoas que vieram condenar esse protocolo. No caso dos médicos, que são especialistas, com obras publicadas, que defendem o tratamento na fase inicial da doença, o relator simplesmente fugiu da sessão e disse que não tinha interesse em ouvir.

O relator da CPI, Renan Calheiros, apresentou uma lista com 14 pessoas que passaram a ser investigadas. Qual sua opinião sobre isso?

Foi um movimento patético. Isso nunca foi discutido na comissão, eles decidiram no gabinete paralelo da CPI e vieram aqui divulgar. Não dá para levar a sério quem trabalha de maneira tão desapegada da lei, da Constituição, como vem fazendo o grupo de maioria na CPI. Essa lista não tem valor jurídico nenhum, absolutamente, nasceu viciada de ilegalidade. Lamento, mas é uma nulidade que, lá na frente, será alegada.

Havia requerimentos para ouvir Carlos Gabas, do Consórcio Nordeste, e eles foram rejeitados. Qual seria a importância do depoimento dele?

O ex-secretário é acusado de envolvimento em um escândalo que desviou R$ 48 milhões, respiradores que foram comprados, pagos antecipadamente e nunca foram entregues. Por que não querem investigar? O G7 disse que não quer convocar o Carlos Gabas, mas quer continuar com a narrativa acusando o governo federal. É uma CPI política, com endereço certo, o presidente da República.

Qual a expectativa do senhor para o depoimento do deputado Osmar Terra (MDB-RS) amanhã?

Espero que ele possa vir, falar abertamente, e que seja tratado com respeito, pois se trata de um deputado federal, de um médico e uma pessoa que se expõe, fala o que pensa. Pode ter errado em algum momento? Pode. Qualquer gestor ou qualquer pessoa que ousou, em algum momento, tratar desse assunto pode ter errado, pode ter acertado, mas não é por isso que você vai condenar uma pessoa. Acho que ele é um brasileiro que tem tentado colaborar.

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