Mendonça suspende julgamento de recursos que atingem Bolsonaro

Inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes no STF tratam de vazamento de dados sigilosos e miram aliados do presidente
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André Mendonça pede mais tempo de análise em inquéritos sobre Bolsonaro
André Mendonça pede mais tempo de análise em inquéritos sobre Bolsonaro | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista (mais tempo de análise) e interrompeu nesta sexta-feira, 12, o julgamento de 20 recursos apresentados contra quatro inquéritos, de Alexandre de Moraes, que miram o presidente Jair Bolsonaro (PL) ou aliados.

Antes de Mendonça, apenas Alexandre de Moraes, na condição de relator, havia votado para negar todos os recursos, ou seja, para manter as investigações. O julgamento ocorria no plenário virtual do Supremo, em que os ministros votam pelo sistema eletrônico, de forma remota.

Inicialmente, a votação tinha como prazo final a sexta-feira da semana que vem, 19 de agosto. Agora, não há previsão de retomada da sessão, em continuidade que depende da decisão de Mendonça.

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Em nota na manhã desta sexta-feira, Alexandre de Moraes divulgou a relação de 18 processos envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. O ministro havia pautado os julgamentos para avaliação de colegas do Supremo antes de assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na próxima terça-feira, 16.

O gabinete de Moraes informou que a decisão de divulgar a relação de processos foi tomada em razão de “publicações jornalísticas com informações incompletas e errôneas” sobre os casos que haviam sido afetados pela iniciativa de André Mendonça.

O principal inquérito apura se Bolsonaro vazou informações sigilosas da Polícia Federal referentes a uma apuração sobre segurança das urnas eletrônicas.

Também foram suspensos julgamentos de decisões que constam no inquérito das fake news. Entre os casos estão recursos do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, dos deputados Daniel Silveira (PTB-RJ) e Bia Kicis (PL-DF) e de Otávio Fakhoury, presidente do PTB em São Paulo.

Ainda faz parte da lista investigação sobre suposta incitação a atos violentos durante manifestações do 7 de Setembro de 2021. Entre os alvos estão alguns apoiadores do presidente, como o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), o cantor Sérgio Reis e Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como “Zé Trovão”.

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17 comentários Ver comentários

  1. Grande dia! Nada como uma sexta-feira para celebrarmos duas notícias. A do pedido de vista do Ministro Mendonça e a exclusão ( ao que parece definitiva) do energúmeno Richard. Parabéns, OESTE!

  2. Ontem foi lida a famosa carta em favor da democracia com varios personalidades “persona non grata ” e seus “companheiros ” em frente a faculdade de direito de Sp. Me admira eles falarem aos 4 ventos em DEMOCRACIA porque pelo que eu sei em 88 a carta em favor da democracia, o P T não assinou a carta , e como pode um partido desses que apoia um candidado que é a favor do aborto, da destruição da familia, em censurar a imprensa , em fazer o povo ficar na mão do estado , quando diz que o povo só precisa do necessario pra viver. Presidente Bolsonaro nunca foi contra pela democracia. Agora o que eu percebo, é um medo muito grande em acontecer um fraude nas urnas em favor do molusco e ai isso virar uma grande fato juridico a ponto do supremo internacional entrar pra resolver essa questão.
    PRECISAMOS REELEGER EM 1 TURNO PRESIDENTE BOLSONARO . PRA NÃO HAVER DÚVIDA SE FOR PRO 2 SEGUNDO TURNO

  3. A carta de apoio ao Molusco Totalflex, lida ontem, pelo que entendi, apoia os arroubos ditatoriais do alexandre de morais. Que bosta de democracia os presentes ao ato apoiam, será a cubana?

  4. Putz! Moraes deveria fazer uma tomografia computadorizada COLORIDA naquela careca reluzente… o tumor deve estar maior do que um coco da Bahia!!!

  5. Este ministro que pensa que é Juiz, Investigador, Delegado, não passa de um imbecil ditador. O idiota é Funcionário Público apadrinhado, advogadinho meia boca, foi nomeado em Cargo em Comissão (sem concurso), para atuar como ministro, sem possuir qualquer mérito ou saber jurídico para tal. Ou extinguem com estas indicações (Cargos em Comissão), exigindo-se Concurso entre o Magistrado para ocupar-se cargo no STF, ou iremos continuar a assistir estes lixos humanos querendo impor tudo e a todos. Serviço Público exige Concurso e não esta palhaçada de indicações apadrinhadas…que dão nisso aí…

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