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Ministro nega interferência e fala em ‘fim de ciclo’ na Petrobras

Bento Albuquerque defende mudança na presidência da estatal
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, não avalia o anúncio de troca na presidência da Petrobras como interferência do Poder Executivo. De acordo com ele, a mudança do economista Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna representa somente o encerramento de uma fase da estatal.

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“O presidente da Petrobras está terminando o ciclo de dois anos, no dia 20 de março. Já estava sendo avaliada uma substituição”, afirmou Albuquerque em entrevista ao jornal O Globo na noite da última sexta-feira, 19. A declaração foi publicada horas depois da pasta conduzida por ele anunciar a indicação do general para o comando da petrolífera. “Foi escolhido o Silva e Luna pelo excelente trabalho em Itaipu, onde ele também estava encerrando o ciclo”.

“Não tem por que interferir e não há como interferir”

Sobre o anúncio da mudança, ele defendeu que a decisão é prerrogativa do presidente Jair Bolsonaro. Em relação ao governo federal interferir no dia a dia da empresa, o ministro rechaçou essa possibilidade. “Não haverá interferência, até porque não teria como. A Petrobras tem uma governança bem clara. O próprio estatuto da empresa não permite isso. Não tem por que interferir e não há como interferir.”

Visão contestada

O posicionamento de Bento Albuquerque não está em sintonia com o pensamento exposto por economistas. Neste sábado, 20, Oeste destacou que a mudança foi mal interpretada pelo mercado, que entendeu a queda de Castello Branco como interferência do Palácio do Planalto. “Um balde de gelo nas vendas de refinarias e um fuzilamento à queima roupa de qualquer possibilidade de privatização”, avaliou o professor e economista Ubiratan Jorge Iorio.

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