Ministros do STF querem boicotar o país, diz Flávio Bolsonaro

Declaração ocorre depois de o presidente da República ajuizar ação no STF contra o ministro Alexandre de Moraes
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"Se fosse para fazer algo fora da Constituição, já teria feito", disse o senador Flávio Bolsonaro, sobre o presidente da República | Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
"Se fosse para fazer algo fora da Constituição, já teria feito", disse o senador Flávio Bolsonaro, sobre o presidente da República | Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou, sem citar nomes, que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem “boicotar o país”.

Em entrevista ao SBT News, nesta quarta-feira, 18, Flávio disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) quer “paz” no governo, mas depende da colaboração dos ministros da Corte.

“A paz depende muito menos do Bolsonaro, depende mais de quem parece estar querendo boicotar o país e participar da eleição de uma forma direta e, em consequência, favorecendo o ex-presidiário”, disse o senador.

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Ele também afirmou que respeita a instituição, mas que “poucos ministros” se colocam como uma “salvação” para a democracia.

“Parece que eles sentem como se eles próprios fossem um obstáculo para salvar o Brasil de um ‘Bolsonaro autoritário’ que vai transformar isso aqui em uma ditadura. Se fosse para fazer algo fora da Constituição, já teria feito.”

O senador acrescentou ainda a rejeição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às recomendações feitas pelo Ministério da Defesa sobre o sistema eleitoral. Flávio defendeu as sugestões dadas pelos militares como forma de acabar com a desconfiança no processo eleitoral.

“Se a gente não tiver, por parte do TSE, esse senso de responsabilidade com medidas concretas para dar essa tranquilidade para o eleitor, é possível, sim, que haja uma instabilidade política no Brasil. Não estou pedindo isso”, disse.

Bolsonaro processa Moraes

A declaração de Flávio ocorre depois de Bolsonaro propor, nesta terça-feira, 17, uma notícia-crime por abuso de autoridade contra o ministro Alexandre de Moraes. O chefe do Executivo se queixou sobre a condução do inquérito das fake news.

Bolsonaro disse que a investigação é injustificada, “quer pelo seu exagerado prazo, quer pela ausência de fato ilícito”.

Ainda nesta quarta-feira, o ministro Dias Toffoli rejeitou o pedido do presidente da República. Na decisão, Toffoli afirmou que não há crime na conduta de Moraes e que o fato de o ministro ser o relator do inquérito das fake news “não é motivo para concluir que teria algum interesse específico, tratando-se do regular exercício da jurisdição”.

 

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