Moraes, sobre supostas milícias digitais: ‘Os mais importantes vamos pegar’

Para o ministro do STF, esses grupos não valorizam a democracia nem confiam nas ‘instituições democráticas’

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Alexandre de Moraes quer o fim das 'milícias digitais'
Alexandre de Moraes quer o fim das 'milícias digitais' | Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na sexta-feira 20 que as eleições de outubro não serão influenciadas por “milícias digitais”. Segundo o magistrado, o desafio da Justiça Eleitoral será dar uma resposta eficiente aos mecanismos utilizados por integrantes desses grupos.

“Rapidamente verificar, brecar e sancionar, para não deixar proliferar às vésperas das eleições”, afirmou o ministro, durante o Congresso Paulista de Direito Eleitoral, organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Podemos não pegar todos, mas os mais importantes vamos pegar.”

Segundo Moraes, esse movimento teve início na “extrema direita” dos Estados Unidos e, quando chegou ao Brasil, a democracia “não tinha anticorpos” para lidar com tais práticas. “O problema das milícias é atacar a legitimidade das eleições”, observou. “Se mudar o instrumento, atacam do mesmo jeito.”

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O magistrado disse ainda que os supostos milicianos digitais não valorizam a democracia. “A força de um país está na força de suas instituições. Quem ataca as instituições não acredita no país”, salientou.

Moraes também defendeu o sistema de votação utilizado nas eleições brasileiras. “Não serão as milícias digitais que vão tirar a legitimidade de uma das grandes conquistas do Brasil — as urnas eletrônicas”, ressaltou. “O que a Justiça Eleitoral vai garantir é que o voto colocado na urna vai ser computado e que esse voto não vai receber coação das milícias digitais.”

Leia mais: “A voz dos imbecis”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 113 da Revista Oeste

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