Moro vai ao Senado para defender alternativa à PEC dos Precatórios

Mesmo sem se colocar oficialmente como candidato ao Planalto, o ex-juiz tem buscado participar das discussões políticas
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Ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro | Foto: Divulgação/Podemos
Ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro | Foto: Divulgação/Podemos

Na primeira visita ao Congresso desde que se filiou ao Podemos, o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro se colocou contra a PEC dos Precatórios aprovada na Câmara e que agora está em discussão no Senado.

Mesmo sem se colocar oficialmente como candidato à Presidência da República, Moro tem buscado entrar nas discussões políticas. Hoje, no Senado, ele chamou de “equivocada” a política econômica do governo Bolsonaro e também criticou o PT.

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“O teto de gastos, quando foi criado em 2016, resultou em uma imediata queda nos juros cobrados no mercado e isso impulsionou uma recuperação da economia que vinha da recessão criada pelo governo do PT”, afirmou.

O ex-juiz deu apoio a uma alternativa à PEC que foi apresentada na semana passada pelos senadores Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e José Anibal (PSDB-SP).

A proposta defende retirar os precatórios do teto de gastos e, assim, abrir espaço no Orçamento de 2022 para o pagamento do programa social sem precisar mexer no teto.

“É perfeitamente possível realizar o incremento do Auxílio Brasil sem os efeitos colaterais pretendidos pelo Governo de derrubar o teto de gastos”, afirmou Moro.

Ao lado do ex-juiz, a bancada do Podemos no Senado, composta por nove senadores, anunciou nesta terça-feira, 23, voto contrário ao texto da PEC aprovado pela Câmara.

Na avaliação do partido, a PEC como está promove um “calote” no pagamento de precatórios e fragiliza as regras fiscais.

Moro defendeu que a concessão do Auxílio Brasil seja feita “com responsabilidade fiscal” e também criticou a mudança de nome do programa.

“Nem havia a necessidade de mudar nome. Mudar nomes é algo que simplesmente nega o crédito em relação a políticas anteriores, assim como foi negado quando se mudou de Bolsa Escola para Bolsa Família”, declarou.

O Podemos sustenta ainda que a proposta aprovada pela Câmara, que abre um espaço fiscal de mais R$ 106 bilhões, é um cheque em branco para o governo em um ano eleitoral.

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