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Mourão nega destruição da Amazônia e diz que imprensa criou ‘ruído’ com Merkel

Mourão também foi questionado sobre o comércio exterior e reformas necessárias ao desenvolvimento da economia brasileira
Vice-Presidente da República, general Hamilton Mourão | Foto: Romério Cunha/VPR
Vice-Presidente da República, general Hamilton Mourão | Foto: Romério Cunha/VPR

Mourão também foi questionado sobre o comércio exterior e reformas necessárias ao desenvolvimento da economia brasileira

general Hamilton Mourão
Vice-Presidente da República, general Hamilton Mourão | Foto: Romério Cunha/VPR

O vice-presidente Hamilton Mourão classificou nesta quinta-feira, 27, como “surreal” a forma como as notícias sobre incêndios na Amazônia são divulgadas.

“Segundo os dados de 26 de agosto, existem 24 mil focos de calor na Amazônia. São 24 mil em 5 milhões de quilômetros quadrados, um incêndio a cada 200 quilômetros quadrados. É surreal como isso é colocado para as pessoas”, afirmou Mourão.

O vice-presidente é chefe do Conselho da Amazônia, grupo criado pelo governo federal para combater a destruição da floresta e incentivar atividades ecologicamente corretas.

“17% desses incêndios são legais. Sabemos muito bem onde estão ocorrendo”, disse ele durante um evento virtual.

Alemanha

Mourão ressaltou a crise econômica vivida pela Argentina, principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul, e disse que o acordo econômico entre Mercosul e União Europeia “começa a fazer água”.

Por isso, segundo ele, é importante que o Brasil mantenha canais diretos de negociação com a União Europeia.

“O Brasil tem um relacionamento muito bom com a Alemanha”, garantiu, afirmando que a imprensa causou “ruído” ao tratar da postura da premiê alemã Angela Merkel.

“A imprensa falou que a Angela Merkel teria dito que o acordo estaria sub judice, mas na realidade ela foi cobrada pela ativista ambiental Greta Thunberg e resolveu não fazer nenhum comentário a respeito. Mas o que já se publica na imprensa no Brasil é algo totalmente diferente do que está acontecendo na realidade”, criticou.

Outros temas

Além da situação da Amazônia, Mourão também foi questionado sobre o comércio exterior e reformas necessárias ao desenvolvimento da economia brasileira.

Ele defendeu a reforma tributária, desprezou a saída de capital estrangeiro do Brasil alegando que são especuladores e afirmou que o Brasil precisa oferecer “um ambiente de negócios mais amigável” para atrair investidores estrangeiros.

Segundo o vice-presidente, em função das mudanças provocadas pela pandemia de covid-19, o ambiente de negócios está mudando e o Brasil precisa aproveitar a chance para ampliar seus mercados.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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