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Na cidade de SP, sindicato consegue barrar volta às aulas na educação infantil pública

Juiz argumentou que a nova escalada do vírus chinês e a vacinação "tímida" justificam a medida
O prefeito Bruno Covas havia autorizado a volta das escolas públicas e particulares a partir do dia 15 de fevereiro
O prefeito Bruno Covas havia autorizado a volta das escolas públicas e particulares a partir do dia 15 de fevereiro | Foto: Alex de Jesus/Estadão Conteúdo

A partir da próxima segunda-feira, 1º de fevereiro, o retorno presencial do ano letivo para a educação infantil pública na capital paulista está suspenso. É o que determinou o juiz Antonio Augusto Galvão de França, da 4ª Vara de Fazenda Pública, apesar de a Justiça ter autorizado a volta às aulas nas escolas estaduais. O magistrado acatou pedido feito pelo Sindicato dos Trabalhadores das Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo. Conforme Antonio Augusto, a nova escalada do vírus chinês na cidade de São Paulo e o ritmo ainda lento da campanha de imunização justificam o adiamento do retorno.

“Diante do início, ainda que tímido, da campanha de vacinação e, por outro lado, do novo pico da pandemia, com média de óbitos diários acima da casa dos mil, não se afigura razoável que, justo agora, após meses de resguardo total, haja a retomada das aulas presenciais, notadamente na rede municipal pública, a qual não detém os mesmos recursos das escolas particulares para implementação de medidas de contenção ou redução da taxa de transmissão do vírus”, informa um trecho da decisão. No entanto, Antonio Augusto permitiu a realização de atividades “pontuais” que não representem risco de comprometimento das regras de distanciamento.

O prefeito Bruno Covas (PSDB-SP) havia autorizado a volta das escolas públicas e particulares a partir do dia 15 de fevereiro, com 35% dos alunos da unidade por dia. Conforme noticiou Oeste, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) defendeu a reabertura urgente das escolas. A entidade garante que houve aumento considerável de casos de ansiedade e estresse entre crianças e adolescentes no período do confinamento. Um estudo realizado pelo Insights for Education, com dados de 191 nações, concluiu que a abertura de escolas não tem relação com as taxas de infecção por coronavírus. Além disso, crianças transmitem menos o coronavírus.

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5 comentários

  1. o ativismo judicial nunca vai acabar no País, ora são sindicatos, ora partidos políticos com minorias no congresso que ingressam com ações no judiciário. Se vacinarem todos os profissionais da educação e auxiliares, mesmo assim colocarão obstáculos ao retorno.

  2. Quando a ignorância anda de mãos dadas com a prepotência, o que se produz é algo geralmente nocivo à sociedade.
    Juiz um leigo inquestionável em Medicina, mas ao invés de se declarar inapto às decisões pelas quais não tem a mínima competência para tomar, as tomam, independentemente das consequências aos cidadãos.
    Maior irresponsabilidade do que essas não conheço; onde um cidadão pode determinar a qualidade da saúde de outro, sem sequer saber fazer uma conta simples de proporção de substâncias para produzir determinado medicamento, e muito menos como isso se dá no sistema (corpo-saúde-medicamento).
    É muito triste permitirmos esses cidadãos medíocres, limitados, amorais e maus, com força de determinação em certos assuntos!

  3. Onde estão os pedagogos fracassados da geração Paulo Freire, que não falam nada sobre o tremendo prejuízo aos alunos, sem motivo q justifique tamanha paralisação? Afinal, as crianças são praticamente imunes ao vírus xing ling, inventado para esse golpe contra o mundo. Por que tanta resistência em trabalhar sabendo que pneumonia, tuberculose, hepatite, influenza, gripe e outras doenças continuam a existir e sem qualquer preocupação de ninguém?Outro problema é a categoria de professores, controlada por um sindicato visceral. A total ausência de números confiáveis e a sabotagem contra tratamento precoce causam isso. Por este motivo sou contra instituições de ensino públicas, o que é muito diferente de ensino financiado publicamente em obediência à CF. O modelo é falido e insolúvel, por ser gigantesco, pesadíssimo e incontrolável. A solução é reduzir o número de instituições de ensino públicas, mantendo-as somente em locais impossíveis ao serviço prestado pela iniciativa privada. Sai muito mais barato pagar pelo serviço do que manter uma estrutura completa para fazer (muito mal) a mesma coisa. Outra vantagem seria o Brasil se livrar dessa militância comunista que avança sobre as crianças e jovens com voracidade, quebrando a espinha dorsal da organização sindical que alimenta gerações inteiras de alienados. Corrupção ocorreria se o governo fosse de esquerda, mas com Bolsonaro ou com um governo de direita realmente fica fácil controlar e ver bons resultados. Seria algo similar ao SUS, que tem hospitais particulares com serviços pagos pelo poder público. Vejam q este modelo funciona bem melhor. O q falta para isso? Uma coragem colossal para iniciar uma guerra ideológica cujo butim são nossos filhos, com a participação maciça da sociedade e com ampla comunicação. Se isto não ocorrer, a educação sempre será um lixo.

  4. Sindicato = obscurantismo, atraso e ditadura. Agora com a cumplicidade do judiciário, unidos para negarem a realidade, qual seja, a de que lockdown não funciona.

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