Na política, 2020 foi de mudanças ministeriais e aliança do PT com o ‘golpe’

Ano foi agitado nos bastidores do poder
-Publicidade-
Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Esplanada dos Ministérios, em Brasília | Foto: Divulgação/Governo Federal

O decorrer dos últimos meses foi movimentado no noticiário político brasileiro. O ano contou com eleições municipais e, antes, registrou ações e escândalos relacionados direta ou indiretamente à pandemia de covid-19. No âmbito da política nacional, 2020 foi marcado por mudanças de ministros e disputas no Congresso Nacional, fazendo petistas se alinharem a quem antes eram chamados de “golpistas”.

Leia mais:

-Publicidade-

“Bolsonaro está como ele quer”

Com o ano chegando ao fim, Oeste relembra alguns destaques da política brasileira ao longo de 2020.

Confira abaixo:

Estado de calamidade

Desde o fim de fevereiro, o Brasil registra casos de covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Diante da doença, deputados federais e senadores validaram decreto do presidente Jair Bolsonaro colocando o país inteiro em estado de calamidade pública. Tal situação está prevista para valer somente até o fim desta quinta-feira, 31 de dezembro.

Covidão

Um dos pontos previstos durante estado de calamidade pública é possibilidade de órgãos públicos realizarem determinadas ações sem a obrigatoriedade de processos licitatórios, inclusive na área da saúde. Oficialmente, o objetivo era facilitar trabalhos de combate à covid-19. No fim das contas, políticos acabaram denunciados por casos que vão desde suspeitas de compras superfaturadas até desvio de dinheiro. Nesse sentido, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), acabou afastado do cargo pelo Poder Judiciário e ainda responde a processos de impeachment.

Mudanças na Esplanada dos Ministérios

Em meio à pandemia, o então titular do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta se tornou um “ministro de oposição”, conforme costuma citar o jornalista Guilherme Fiuza, colunista da Revista Oeste. Criticando publicamente o presidente Jair Bolsonaro, ele deixou o cargo em abril. Foi substituído por Nelson Teich, que ficou poucas semanas no cargo e deu vez a Eduardo Pazuello.

As mudanças na Esplanada dos Ministérios não ficaram restritas à pasta da Saúde. Também atual crítico do governo federal, Sergio Moro deixou a função de ministro da Justiça & Segurança Pública em abril. Em junho, Abraham Weintraub saiu do Ministério da Educação e rumou para o Banco Mundial. Em dezembro foi a vez de Marcelo Álvaro Antônio se despedir do Ministério do Turismo. O trio abriu espaço para André Mendonça, Milton Ribeiro e Gilson Machado, respectivamente.

“Queda de ministro provoca dança das cadeiras em Brasília”

O presidente Jair Bolsonaro chegou a fazer outras movimentações. Então ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni mudou de função em fevereiro, mas seguiu no primeiro escalão do governo. Trocado pelo general Braga Netto, ele foi deslocado para o Ministério da Cidadania, então conduzido por Osmar Terra, que voltou a exercer o mandato como deputado federal. Por fim, o Ministério das Comunicações foi recriado em junho, sendo liderado desde então por Fabio Faria.

Política e polícia

Para além de assuntos ligados ao chamado “Covidão”, alguns políticos se viram envolvidos em casos de polícia. Senador pelo DEM de Roraima, Chico Rodrigues foi flagrado por agentes da Polícia Federal com dinheiro escondido na cueca. Deputada federal pelo PSD do Rio de Janeiro, Flordelis se tornou ré no caso que investiga o assassinato do marido dela, o pastor Anderson do Carmo. Secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy chegou a ser preso. Beneficiado com decisão de Gilmar Mendes, deixou a prisão dias depois e, mesmo sob denúncias, reassumiu o cargo no primeiro escalão do governador João Doria.

senador - Chico Rodrigues
O senador Chico Rodrigues | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Esquerda derrotada nas urnas

O ano de 2020 não foi positivo para a esquerda. Considerado o maior partido desse espectro político no Brasil, o PT saiu das urnas menor do que entrou. Nas eleições municipais deste ano, a legenda conquistou menos de 200 prefeituras e não venceu a  disputa em nenhuma das capitais estaduais. Aclamado por parte da imprensa como nova “força”, o Psol conseguiu eleger somente quatro prefeitos em todo o país.

Maia e Alcolumbre derrotados

Petistas não foram os únicos derrotados na política em 2020. Na expectativa de chegarem ao fim do ano com parecer positivo por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, viram a maioria dos ministros validar artigo descrito na Constituição e, assim, impedir a reeleição da dupla para o comando das duas Casas do Congresso Nacional.

“Análise: A maioria do STF leu a Constituição. Mas e agora?”

Petistas aliados a “golpistas”

No fim, 2020 serviu para enfraquecer (ainda mais) o discurso do PT de que o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016, foi fruto de “golpe”. Rodrigo Maia e seu indicado na disputa para a presidência da Câmara, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), ganharam apoio da bancada do Partido dos Trabalhadores. Detalhe: há quatro anos, os dois votaram a favor do impeachment.

dilma
Golpe? Em 2020, deputados que apoiaram impeachment de Dilma Rousseff se tornaram aliados do PT | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Telegram
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

5 comments

    1. 2020 ficará marcado pelo quanto não mais representa os feitos do eixo Rio São Paulo.
      E que não não ter apoio dessa dita grande imprensa e ser HONESTO é um belo trampolim para o sucesso e reconhecimento.
      Memorize 2020 como o ano em que MORO/psdb/Gilmar/FHC foram desmascarados, que Mandetta dançou, que o voo do Dória teve tiro curto, e que a PF teve COMANDO.
      E que precisou de um vírus comunista ,para finalmente o POVO conservador e cristão se unir, numa caminhada frenética e constirucional para retomar a República, das mãos do estado aparelhado, e da imprensa vendilhona de Dória.
      À Vitória apoteótica se dará, com os altos índices de rejeição a Dória e sua TV Cultura, estatal mantida com dinheiro público, que não mais conseguirá fazer política comunista, contra o estado brasileiro, mesmo contratando Diogo Maynard e Lucas Mendes, postes da globolixo.
      Ficará finalmente 2020, marcado pela certeza do POVO BRASILEIRO, de que o seu CONGRESSO os trai acintosa e criminosamente. E que o STF não está à serviço da NAÇÃO.

      1. Perfeito!
        E ver Maio e Gleysi juntos e focados é emblemático.
        União de porco com cobra……

  1. O calça atolada pensa que os milhões que derrama na imprensa suja na forma de publicidade vão lhe garantir votos, está enganado, 2022 está logo ali.

Envie um comentário

-Publicidade-
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Payment methods
Security site
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Payment methods
Security site