Na presidência do STF, Fux esqueceu o que sabia nos tempos de magistrado

Juiz deixou de cumprir o que prometeu
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O ministro Luiz Fux, durante cerimônia que o oficializou como presidente do STF - 10/09/2020 | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF
O ministro Luiz Fux, durante cerimônia que o oficializou como presidente do STF - 10/09/2020 | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

“O STF não detém o monopólio das respostas — nem é o legítimo oráculo — para todos os dilemas morais, políticos e econômicos de uma nação.” “Não hesitarei em tomar decisões que protejam a liberdade de expressão.” Essas foram algumas das promessas feitas pelo ministro Luiz Fux, ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020.

“Deixou de fazer tudo o que prometeu”, observou o jornalista Augusto Nunes, no artigo mais recente que publicou na Edição 125 da Revista Oeste.

Leia trechos do artigo

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“Com a passagem pela presidência chegando ao fim, Fux cumprimentou-se nesta semana pelo que fez em dois anos. Quem vê as coisas como as coisas são constata que fez quase nada — e deixou de fazer tudo o que prometeu. O cortejo de vogais e consoantes acima reproduzido nunca trocou a garganta do orador pelo mundo real. O Supremo continuou a meter-se em territórios pertencentes aos outros Poderes, a legislar sobre tudo, a deliberar sobre assuntos que desconhece. Fux votou contra a anulação das condenações de Lula, mas a aprovação do parecer vigarista parido por Edson Fachin demoliu a Lava Jato. O ativismo judicial ultrapassou as fronteiras da insanidade. E foi chancelado pela frase declamada por Fux em 5 de agosto de 2021: “Quando se ataca um integrante desta Corte, se ataca a todos”.

Todos esses pecados seriam rebaixados a veniais se o supremo presidente tivesse contemplado o comportamento dos presididos com os olhos do magistrado em começo de carreira. Nessa hipótese, certamente entenderia que o aumento salarial de 18% é uma iniquidade, que os gastos do tribunal são excessivos, que a anêmica taxa de popularidade atesta a corrosão do poder moral que ampara as decisões da Corte. Mas o ministro Fux rendeu-se à turma que vê numa toga a fonte da onisciência, da onipresença e da onipotência. E preferiu esquecer o que o jovem juiz sabia.”

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Outros conteúdos

A Edição 125 da Revista Oeste vai além do artigo do jornalista Augusto Nunes. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J.R. Guzzo, Silvio Navarro, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino, Bruno Meyer, Dagomir Marquezi, Evaristo de Miranda, entre outros.

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7 comentários Ver comentários

  1. Esperava o oposto durante a presidência dele! Tudo de ruim que poderia ocorrer aconteceu sob sua suprema presidência! Lamentável! Manchou sua biografia assim como os demais e o supremo está na lama hoje!

  2. FUX, FOI A MAIOR DECEPÇÃO DE MUITOS JURISTAS QUE DEFENDEM A CONSTITUIÇÃO NESSE PAÍS. PODERIA SE TORNAR UM HERÓI ATRAVÉS DA JUSTIÇA, ÉTICA E CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA, MAS FOI UM COVARDE QUE SE CURVOU A MILITÂNCIA.

  3. O pior presidente do STF da história.E a gente confiava em juiz concursado…Veja o que outra juíza concursada fez com a Ana: não decidiu sobre o objeto da ação e sim o que saiu na imprensa velha.

  4. esqueceu até o discurso de posse da presidência, onde ele falou que o STF estava sendo usado como partido político interferindo nas decisões de outros poderes. Aí fez exatamente isso.

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