Não querem que tenhamos opinião, diz Bárbara Destefani

Influenciadora digital do Te Atualizei foi atacada pelo TSE por supostamente disseminar fake news sobre o processo eleitoral
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Foto: Reprodução/YouTube
Foto: Reprodução/YouTube

Impotente e perdida no escuro. É assim que Bárbara Destefani, do canal Te Atualizei, se sentiu depois de ter sido enquadrada, no último dia 16, em um inquérito conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A influenciadora é acusada de divulgar fake news sobre o processo eleitoral. Contudo, Bárbara não sabe qual notícia falsa teria veiculado, tampouco suposto crime que teria cometido. As apurações do TSE correm sob sigilo.

A seguir, leia os principais trechos da entrevista que a influenciadora digital concedeu à Revista Oeste:

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1 — Como você se sentiu ao receber a decisão do TSE?

Impotente. Meus vídeos são baseados em reportagens da grande mídia. Por isso, pensei que estaria segura compartilhando matérias sobre o que a imprensa oferece, mostrando para as pessoas elementos que passaram despercebidos. Em razão disso, eu tinha certeza de que não estaria cometendo crimes, divulgando fake news ou propagando desinformação.

2 — Sua defesa acredita que o YouTube vai respeitar a decisão do TSE?

Meus advogados não fazem a menor ideia. O procedimento do TSE contra mim é algo completamente novo, que sequer ocorreu nos inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Não existe parâmetro ou respostas jurídicas. Simplesmente, não sabemos o que vai acontecer. Aguardo, agora, o ministro do TSE Luís Roberto Salomão dizer como vou pagar as minhas contas.

“Faço questão de diferenciar uma notícia de coisas que penso. Aparentemente, não podemos ter opinião”

3 — Você foi informada sobre qual (is) fake news teria praticado na internet?

Isso não foi apontado. No relatório da Polícia Federal apresentado ao TSE, não há aspas, parênteses ou prints que indiquem a prática de algum crime. O documento cita os inquéritos do STF, porém não estou em nenhum deles. A papelada ainda ressalta que pratico “suposto jornalismo”, sem especificar o que é fato e opinião. Isso comprova que não assistiram a um vídeo que fiz. Faço questão de diferenciar uma notícia de coisas que penso. Aparentemente, não podemos ter opinião.

4 — Com a desmonetização do seu canal, como pretende ganhar dinheiro?

Tenho um projeto muito legal que gostaria de ter tocado há muito tempo. Eu estava em uma zona de conforto porque gosto de fazer pesquisas e de produzir meus próprios vídeos. Agora, com essa chacoalhada na minha vida, vou tocar isso. Não tenho certeza ainda de como tudo vai ser.

5 — Na sua avaliação, por que entrou na mira da Justiça Eleitoral?

Porque eu falo para muitas pessoas e minha opinião não é compatível com a do establishment. Então, para ele, eu não deveria expor o que penso. Devem ter pensado assim: ‘Se ela parar de ganhar dinheiro com o YouTube, vai ter de fazer outra coisa’. Esse é o plano.

6 — Você é acusada de receber patrocínio de empresas privadas. É real?

Não recebo patrocínio de ninguém ou doações. Já houve quem oferecesse. Contudo, nunca aceitei e tenho como provar isso.

7 — Você vai continuar publicando conteúdo, apesar do que aconteceu?

Claro. Desistir não é uma opção.

Leia também: “A Justiça contra a liberdade”, reportagem publicada na Edição 74 da Revista Oeste

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