No Senado, Barroso fala sobre o voto auditável e cita transporte de ‘cédulas do roubo de carga’

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral está engajado na defesa do software das urnas eletrônicas
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Barroso ressaltou que o atual sistema é seguro e 'totalmente transparente'
Barroso ressaltou que o atual sistema é seguro e 'totalmente transparente'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, criticou supostos problemas de logística envolvendo o voto auditável. “Qual a razão pela qual o TSE tem se empenhado contrariamente ao voto impresso? É que vamos ter que transportar 150 milhões de votos no país do roubo de carga, da milícia, do Comando Vermelho, do PCC, dos Amigos do Norte”, disse o juiz, em audiência pública no Senado, na segunda-feira 5.

Barroso ressaltou que o atual sistema é seguro e “totalmente transparente”, citando que as urnas eletrônicas, quando estão em funcionamento, não entram em rede. “As pessoas dizem que atacam a Nasa, o FBI, o Pentágono, por que não atacam o TSE?”, indagou, sem mencionar o roubo de dados de funcionários da corte, em invasão hacker em novembro de 2020. “Mesmo que ataquem, derrubem o sistema do TSE, as urnas não entram em rede.”

Especialista levanta dúvidas sobre o software das urnas

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Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios, e gravado num flashcard”, explicou Brunazo, no mês passado, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Leia também: “O que você precisa saber sobre o voto impresso”, reportagem publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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