Novo não vai estar com Bolsonaro em 2022, diz presidente do partido

Segundo Eduardo Ribeiro, a decisão está pacificada dentro da sigla
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Eduardo Ribeiro é presidente do Novo
Eduardo Ribeiro é presidente do Novo | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, garantiu que a sigla não apoiará a reeleição de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A declaração foi proferida neste domingo, 10, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Relação com o governo federal

“É equivocado dizer que não está claro se o partido está ou não com Bolsonaro. Isso está pacificado dentro do partido. O Novo não estará com Bolsonaro”, asseverou Ribeiro. Ele é filiado à legenda desde 2015 e assumiu a presidência nacional em março de 2020.

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Ribeiro explica que o partido votou com o governo no primeiro ano de gestão porque as pautas econômicas e o discurso eram comuns ao Novo. “Desde então, Bolsonaro mostrou ter cometido um estelionato eleitoral”, criticou.

O presidente do Novo disse ainda que a sigla é favorável ao impeachment do chefe do Executivo federal. “Fomos às ruas no dia 12 de setembro, ajudamos na organização”, argumentou. “O grande problema foi que o PT capitaneou os atos. O PT trabalhou fortemente para minguar as manifestações daquele dia.”

Bolsonaro versus Lula

Ribeiro afirmou que votaria nulo em eventual segundo turno disputado por Bolsonaro e Lula. “Os dois são inimigos do Brasil”, disparou. “A instituição caminharia por esse caminho — de anular o voto. Mas não acredito que haverá esse segundo turno. Aposto em um candidato da terceira via.”

Luiz Felipe d’Avila, o provável candidato

De acordo com o presidente do Novo, o cientista político Luiz Felipe d’Avila provavelmente será lançado como candidato à Presidência pela legenda. “Ele está na fase final do processo seletivo”, revelou. “Há amplo apoio ao Felipe dentro do partido, é praticamente consenso. Ele vem para ajudar na pacificação”, completou o catarinense.

Embate com João Amoêdo

Ribeiro também rebateu as críticas de João Amoêdo, que acusou o Novo de perder a identidade. “O partido tem uma marca muito forte”, salientou. “Essa identidade construída lá atrás não se perdeu, ao contrário de outros partidos que você nunca sabe como vão se posicionar em determinadas matérias.”

O líder da sigla liberal comentou, por fim, a decisão de rejeitar o retorno de Amoêdo à Executiva do Novo. “Muita gente ainda fala que ele manda no partido”, lembrou Ribeiro. “Essa foi uma movimentação para mostrar que, de fato, João não manda no partido. Continuo com a mesma ideia de que o Novo precisa criar novas lideranças”, acrescentou.

Leia também: “Novo ainda não digeriu a derrota na eleição, afirma Zema”

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