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Política

O espírito republicano de Hugo Motta era só discurso

Em texto publicado na Edição 263 da Revista Oeste, Adalberto Piotto avalia a performance inicial de Hugo Motta como presidente da Câmara

Medida busca garantir representação proporcional à população depois do último Censo | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Medida busca garantir representação proporcional à população depois do último Censo | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Em artigo publicado na Edição 263 da Revista Oeste, Adalberto Piotto analisa os primeiros meses de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados. De um jantar na casa do ministro de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, à viagem internacional com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado já fez tudo o que não deveria se realmente tivesse a intenção de recuperar a soberania nacional durante seu mandato. 

O comportamento de Motta é uma espécie de conversão às avessas: mudou para pior, avalia o articulista. A aproximação excessiva do presidente da Câmara com o chefe do Executivo e um ministro do Judiciário mostra que o erguimento da Constituição de 1988 diante na cerimônia de posse, uma imitação do gesto de Ulysses Guimarães, não passou de encenação, diz Piotto.

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Leia um trecho da reportagem sobre o desempenho de Hugo Motta

“Ao não assumir o cargo com a posição firme de Ulysses, como prometera, Motta afasta o único remédio para combater os desvios democráticos ou abusos arbitrários que condenam o país ao atraso. Porque só a política dos políticos eleitos pelo povo é que tem a força e a legitimidade para reinstitucionalizar e pacificar o país. A aparente redundância -“política de políticos eleitos pelo povo” – que faço questão de cometer não é em vão. Quando o Supremo decide legislar e passar por cima de quem legisla, o óbvio redundante precisa ser lembrado.”

“Aos presidentes do Congresso, em especial o da Câmara neste momento, que claudica na decisão sobre o PL da Anistia, não cabe segurar votação diante de um plenário querendo votar. O Brasil precisa da volta da normalidade institucional. Precisamos do retorno da vigência absoluta e soberana da Constituição e de suas garantias civis, com aplicação da lei apenas nos limites decididos pelo constituinte. No que se permitem reformas, mudanças de legislação e a concessão da anistia humanitária e política, é assunto exclusivo do Legislativo, jamais de interpretações de ministros do Supremo Tribunal Federal movidos pela sanha de interpretar ao seu modo e gosto. A democracia republicana não aceita, não permite, repudia invasões de competência entre os Poderes.”

A reportagem “Hugo, é a hora e a vez da política dos políticos” está disponível a todos os mais de 100 mil assinantes da Revista Oeste.

Hugo Motta; o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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A Edição 263 da Revista Oeste vai além do texto de Adalberto Piotto. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J. R. Guzzo, Silvio Navarro, Augusto Nunes, Alexandre Garcia, Guilherme Fiuza, Tiago Pavinatto, Cristyan Costa, Carlo Cauti, Sarah Peres, Loriane Comeli, Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino, Dagomir Marquezi, Evaristo de Miranda, Flávio Gordon, Brendan O’Neill (da Spiked) e Daniela Giorno.

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3 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Canalha duas caras , tem o rabo sujo .
    Corrupto de nascimento , basta ver que papai também está no barco…
    A obstrução tem de voltar imediatamente.

  2. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Interessante!!!!!
    Por que será que as presidências da Câmara e do Senado tem sido permanentemente ocupadas por CANALHAS?.
    Esperava algo bem diferente desse Hugo. Do Alcolumbre, nada de melhor a ser esperado. Fez a opção para continuar a ser um canalha também, fazendo companhia a outros iguais a ele que passaram por esse presidência.

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