‘O povo brasileiro não confia no atual sistema’ de votação, diz Filipe Barros

Relator da proposta do voto verificável, deputado critica concentração de poderes nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral
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Deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta do voto verificável, participou do <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
Deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta do voto verificável, participou do Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido pela RedeTV! nesta sexta-feira, 30, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta do voto verificável, afirmou que o projeto deve ser votado na semana que vem pela comissão especial criada na Câmara para tratar do tema. O texto deve ser analisado pelos parlamentares na quinta-feira 5.

A votação vai ser feita na quinta-feira. Não temos mais dispositivos regimentais para utilizar e tentar adiar a votação. O que eu, como relator, tenho feito é mantido as conversas com os deputados na tentativa de convencê-los a avançar nessa matéria”, afirmou Barros. 

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Segundo o deputado do PSL, a participação da população brasileira nas manifestações programadas para o próximo domingo em defesa do voto verificável pode ser determinante para que os parlamentares se sensibilizem e aprovem a mudança no sistema de votação no país para as eleições de 2022.

“É importante a população brasileira demonstrar que essa pauta não é do [Jair] Bolsonaro, do Filipe, da Bia Kicis [autora da proposta]. É uma pauta do povo. O povo brasileiro não confia no atual sistema. Nós precisamos ter um sistema transparente que devolva ao eleitor a possibilidade dele ser o fiscal do próprio voto”, disse Barros. 

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“O problema central das nossas urnas é justamente não permitir uma comprovação objetiva e concreta de possíveis fraudes”, explicou o parlamentar. “A lisura das eleições é atestada exclusivamente com base em softwares. É por isso que essas urnas deixaram de ser utilizadas, em especial a partir dos anos 2000, pela maioria dos países democráticos.”

Segundo Barros, “o problema maior das urnas é a impossibilidade de comprovação de fraude”. “Em uma democracia, compete ao poder público atestar que determinada tecnologia é feita da maneira mais honesta possível”, afirma. 

Concentração de poderes no TSE

Durante a entrevista, Filipe Barros destacou o fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — cujo presidente, Luís Roberto Barroso, já manifestou publicamente sua rejeição a qualquer mudança no sistema de votação — ter o controle total de todo o processo, se tornando “parte interessada” na questão.

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“Temos um tribunal eleitoral que administra as eleições, que legisla e que julga. Esse modelo eleitoral é único no mundo. É óbvio que o TSE desmente, e desmente sempre, denúncias [de fraude] apresentadas até por eleitores. O TSE é parte nisso, é ele que administra as eleições”, criticou o deputado. 

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“Em nenhum outro país do mundo nós temos um tribunal eleitoral que concentra em si os três poderes: administrar as eleições, legislar e julgar. O pano de fundo da resistência ao voto impresso reside justamente nesse problema de governança eleitoral”, prosseguiu Barros. “Eu defendo o fim da Justiça Eleitoral, da Justiça do Trabalho, das justiças especializadas.”

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