O voto ‘impresso’ se tornou causa de militância

Não vai sair nada que preste de um debate em que só um dos lados pode ter razão
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Apenas Butão e Bangladesh não permitem a auditoria dos votos
Apenas Butão e Bangladesh não permitem a auditoria dos votos | Foto: /Ascom/TSE

(J.R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 11 de julho de 2021)

Só no Brasil um político acusado de corrupção pesada na área da saúde, que teve a própria mulher e três irmãos presos no mesmo caso e pelo mesmo motivo, é o presidente de uma CPI para investigar corrupção na área da saúde — justamente na saúde. Como ele ficou “contra o governo”, na delegacia de polícia em que se transformou a CPI, todo mundo faz de conta que um negócio desses é a coisa mais normal do mundo. Só no Brasil, portanto, o mesmo cidadão, saído do bas-fond do Senado Federal, pode acusar as Forças Armadas (FA) de ladroagem, sem provar quem são os ladrões, quanto roubaram ou no que, exatamente, meteram a mão — e não acontece absolutamente nada.

O presidente do Senado diz que houve “mal-entendido”. As FA dizem que o caso “está superado”. A politicada diz que os militares estão ameaçando o acusador; este, por sua vez, diz que não “tem medo” — sabendo muito bem que hoje qualquer zé-mané pode xingar a mãe de general na porta do quartel com a certeza de que ninguém vai encostar nele. Daqui a pouco vão exigir que o ministro da Defesa peça desculpas ao senador — e ninguém vai apurar corrupção nenhuma, nas FA ou em qualquer outro lugar. É onde estamos no Brasil de hoje. Falou-se que os militares soltaram uma nota “dura”. Bobagem. Não existe nota dura; é só um pedaço de papel, e hoje nem isso. Dura é a ação. Não houve nenhuma.

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O presidente Jair Bolsonaro disse que há uma escolha simples a ser feita no ano que vem: ou o Brasil tem eleições limpas, ou não tem eleições. E agora? Está mais do que claro que o presidente acha — ou melhor, tem certeza — que o atual sistema de voto eletrônico “puro”, sem mecanismos de verificação, não é limpo. Se ele for mantido, como querem os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e todos os que se opõem à candidatura de Bolsonaro, não haverá eleições em 2022. Ou é isso, ou não deu para entender nada do que o presidente falou.

Falta explicar, agora, uma porção de coisas. O que precisa ser feito na prática, exatamente, para não haver eleição? O Congresso Nacional e o STF, que em tese seriam os únicos autorizados a aprovar e depois validar uma lei eliminando a disputa, não vão fazer isso — sem chance. Quem vai, nesse caso, dar a ordem? O próprio presidente, com uma medida provisória? O advogado-geral da União? Uma junta militar, a ser formada daqui até lá? Um comitê na ONU? Para eliminar uma eleição, além disso, é preciso uma série de coisas. Haverá tropa na rua? Vão fechar Congresso, STF e o resto das “instituições” para não ficarem perturbando? Vai ter golpe? E no dia seguinte?

Está claro que o processo de votação e apuração das eleições brasileiras, que deveria ser uma questão apenas técnica, foi envenenado; transformou-se em causa de militância, contra e a favor de Bolsonaro, e o viés é de piora constante e sustentável. Não vai sair nada que preste de um debate em que só um dos lados pode ter razão — o que nega qualquer mudança num sistema que só é adotado por dois outros países, Butão e Bangladesh, não permite auditagem dos votos e, segundo seus defensores, chegou à perfeição científica, não podendo ser aprimorado em mais nada. É destrutivo para qualquer entendimento, ao mesmo tempo, dizer que as eleições de 2014 e 2018 foram fraudadas e não mostrar nenhuma prova das acusações. Quem fraudou? Como? Foi no TSE? Em que momento da apuração?

Ou o presidente estava falando a sério, quando disse que não haverá eleições se elas não forem limpas, ou estava com conversa fiada. É ruim em qualquer caso.

Leia também: “Voto ‘impresso’: Temos de usar o tempo para reconstruir a maioria, diz chefe da comissão”

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26 comentários

  1. Bolsonaro está de sacaram com a população que o apoia. Pior que a burrice é o descrédito. Para Bolsonaro ter credito terá agora que pagar, como FHC fez ao Congresso de 400 picaretas, e aprovar na marra esse troço. Depois do Congresso aprovar, o STF não tem mais que se meter sob pena de ter seus componentes SUBSTITUIDO pelos mesmos senadores que aprovarem a PEC. É o único caminho.

    1. Guzzo, como provar que houve fraude em 2014 e 2018?

      Existem sinais “estranhos”, mas o próprio PSDB (seus peritos) disse ser impossível auditar; isso em 2014.

      Outro sinal MUITO estranho é e a canalha ter tanto medo da auditoria…

  2. A guerrilha ensandecida contra o que chamam dolosamente de “voto impresso” mas de trata apenas de voto passível de conferência, coisas completamente distintas, parece um dos motivos mais sérios e ponderáveis para seu estabelecimento.

    Afinal, por que tanta insistência em “não deixar vestígios”???

    1. Eu sou leiga, mas com 65 anos já vi muita apuração, e em 2014 fiquei estupefata ao saber que a finalização foi feita em sala fechada, sempre achei estranho, hoje tenho certeza absoluta que foi alí que começaram as fraudes. Onde não há transparência, há desconfiança. #BolsonaroTemRazao .

  3. Tem que se achar uma forma de implantar essas urnas auditáveis de qualquer forma. Se no próximo pleito, os eleitores optarem pelo retorno da esquerda, então que se cumpra a vontade popular que é soberana mas que seja de uma forma limpa. O que esses esquerdistas querem mesmo é só sacanagem, por isso essa gritaria toda.

  4. Guzzo, você inicia o artigo espetacularmente porem finaliza com a intenção de condenar Bolsonaro por alegar fraude nas urnas eletrônicas sem o VOTO IMPRESSO. Basta ler os conteúdos das manifestações a favor do VOTO IMPRESSO, de Ana Paula, Fiuza, Augusto, Constantino, Cristina Graemi, e vários outros jornalistas da Jovem Pan, Gazeta do Povo e Revista Oeste, e dos comentários dos leitores que é muito natural a sociedade nas ver transparência nas urnas eletrônicas. Dai, querer atribuir ao Bolsonaro que fala em fraude mas não prova, e o Barroso que também diz que as urnas eletrônicas nunca foram fraudadas, porém não tem como provar, porque nunca foram auditadas. Esse VOTO IMPRESSO já foi aprovado em 2015 e o STF criou o motivo para declarar inconstitucional porque “fere o sigilo e a liberdade do voto”. Essa PEC da deputada Bia Kicis já foi aplaudida pelo Congresso com grandes chances de aprovação, e é só isso que Bolsonaro e a sociedade quer, TRANSPARÊNCIA dessas urnas comandadas por Barroso, Alexandre de Moraes, Fachin, e seus parceiros do STF, usando e abusando nas criticas ao voto impresso, verdadeiras FAKES de má fé, como : é voltar a cédula de papel, custa muito caro, o bilhete pode engasgar na impressora, é levado para casa e serve de comprovante do eleitor ao político corrupto e finalmente a máxima do virtuoso Barroso, “transportar mais de 150 milhões de votos em um pais de elevado roubo de cargas”??????, é demais.
    Vale lembrar e você sabe, que os tucanos em 2014 desconfiaram das urnas eletrônicas e efetuaram investigações técnicas que comprovaram que as urnas eletrônicas não são auditáveis. Portanto fica claro porque atualmente se posicionam contra. A fraude esta montada, com um recente prisioneiro condenado por corrupção, estar disparado nas forjadas pesquisas.
    Guzzo, com tua experiência jornalística, como entender FHC apoiando Lula, e como tucano FHC não defender o VOTO IMPRESSO, para autenticar a vitória de LULA nas urnas eletrônicas e IMPRESSAS? Quem vai provocar conflitos sociais serão as urnas não auditáveis em flagrante desrespeito à democracia.
    Ajude-nos Guzzo, as ruas só não estão agitadas de manifestações ordeiras e pacíficas pró VOTO IMPRESSO devido a pandemia, que esperamos finda até 2022, porem essa PEC tem que ser aprovada até SET/21.

  5. Voto eletrônico certificado e contagem pública

    Estes são os problemas da atual urna eletrônica, que podem ser resolvidos com a solução proposta pela Associação GRITA!, que inclui o voto eletrônico certificado pela ICP-Brasil.

    1. Eliminação do poder de manipular os resultados
    É necessário eliminar o poder de manipular resultados de eleições, sem deixar qualquer rastro. Hoje, este poder existe nas mãos de um pequeno numero de pessoas, no TSE. Quem realiza eleições não pode, também, desenvolver software, certificar equipamentos e programas, auditar os resultados das eleições e julgar eventuais desvios nas atividades.

    2. Certificação independente dos equipamentos e programas
    É necessário fazer a certificação prévia dos equipamentos e programas utilizados na eleição, por entidade acreditada pelo INMETRO, por exemplo, independente do TSE, para assegurar, de modo transparente, que o sistema entrega a funcionalidade prevista.

    3. Garantia da integridade de todo o sistema
    É necessário assegurar a integridade dos programas e equipamentos, ao longo de todo o processo, antes, durante e depois da votação, através de auditorias realizadas por entidades independentes do TSE, previamente credenciadas.

    4. Certificação dos resultados da votação
    É necessário certificar os resultados, através de auditorias independentes, após a eleição. A atual votação paralela não tem qualquer valor técnico, porque um programa invasor saberá facilmente como contorná-la.

    5. Materialidade do voto em documento eletrônico legal
    É necessário materializar cada voto em um documento eletrônico certificado pela ICP-Brasil, para dar validade legal ao voto, de acordo com a legislação vigente. O atual RDV (Registro Digital do Voto) reúne todos os votos em um único arquivo e não protege os votos contra apagamento ou alterações, no caso de quebra de segurança da urna.

    6. Proteção do voto, contra apagamento ou alterações
    É necessário substituir a atual Memoria de Resultados, um pendrive comum, por uma nova memória, com tecnologia de última geração, que só permita gravar cada voto uma vez e impeça o apagamento ou alteração de todos os dados.

    7. Sigilo do voto
    É necessário remover a identificação do eleitor da urna eletrônica, para eliminar a atual possibilidade de violar o sigilo do voto, em caso de quebra de segurança da urna eletrônica. A identificação do eleitor poderia ser feita pelo aplicativo e-Título do TSE, por exemplo.

    8. Apuração pública
    Contagem pública dos votos, com acompanhamento de fiscais dos partidos e dos representantes da Sociedade, previamente, designados pelos eleitores, em cada localidade de escrutínio para dar validade legal ao ato administrativo da apuração, que hoje é secreta e trata a segurança por obscuridade.

  6. Tenho uma evidente manobra semântica para elucidar o que Bolsonaro quis dizer: Ou o Brasil tem eleições limpas (com os voto auditável), ou não tem eleições. Ele quis dizer que “eleições” ou são limpas ou não merece esse nome. O fulano “eleito” não foi eleito. Forcei muito a manobra semântica??

    1. Espero que sua manobra semântica seja de fato forçada. Espero que realmente ele tenha as provas e as mostre no momento certo. Uma coisa que o povo precisa aprender é que isso tudo é um grande jogo de Xadrez. Não adianta apresentar provas em um momento em que não repercurtirá . Acredito que serão mostradas no momento certo.

  7. aguardemos a live que JB vai fazer com hackers e especialistas em voto eletronico mostrando que sim, eh fraudavel o nosso sistema de votacao e apuracao dos votos – procurem no YouTube pelos videos dos experts Diogo Aranha e Amilcar Brunazzo – o que assusta nessa discussao e porque somente agora o assunto veio ah tona, em um momento que o “mecanismo” quer recolocar no Poder o chefe de uma organizacao criminosa teavestida de partido politico.

  8. É preciso ação! Vamos às ruas (e certamente já está programado isto). Precisamos do apoio das Forças Armadas e dos políticos que não foram vendidos à corrupção.

  9. Guzzo, você é um imbecil! Como é que alguém pode provar fraude num sistema que não permite auditoria, não permite recontagem? Parece que tem merda na cabeça.

  10. Estamos ansiosos para fazer valer a Lei.
    Quem cuida delas, legislativo brasileiro, está sob ordens de comunistas e criminosos, com suas necessárias parcerias nos 3 poderes, há mais de 30 anos, como prenunciara João Batista Figueiredo, o último presidente dos governos da democracia militar.

  11. Uma das provas da fraude eleitoral é a corrupção. Com o dinheiro tungado de empresas públicas e da Petrobrás, muitas campanhas foram turbinadas com a compra de votos, de pesquisas eleitorais e de órgãos de imprensa e mais um montão de coisas que poderiam ser jogadas no ventilador. Por outro lado, temos o direito de pensar que a esquerda fará de tudo para não deixar o Bolsonaro se candidatar ou se reeleger. Também é bom lembrar que o judiciário, de forma geral, inocentou os criminosos ou os jogou no colo do TSE para uma análise técnica que os beneficiasse. Portanto, uma parcela da população sabe que fraude não significa apenas urna vulnerável ou supercomputador do TSE com entrada grátis de hackers. A fraude existe desde as eleições da época do império. E olha, que fraude não é só para eleições de presidente, até de diretoria de sindicato também tem. Se eu disser que existiu fraude nas eleições poderei ser preso e tocarem a musiquinha que sou contra a democracia…. Eu sou democrata convicto e espero eleições limpas. Estou errado?

  12. O que se vê é uma discussão ridícula e irresponsável em torno dessa questão. O país está tão acostumado com falcatruas que não se pode falar em transparência. Cria um empecilho improdutivo sobre o voto auditável com se isso ultrapassasse a barreira da inteligência humana. Qualquer objeto que se compra tem a impressão do comprovante, mas fazem tempestade em cima de um voto que pode mudar os rumos de uma Nação. Todos têm que tomar uma atitude responsável pelo menos em torno do básico e parar com essa discussão midíocre. Falam em democracia e pregam ditadura, depois reclamam que o presidente está querendo dar golpe. Quem quer dar golpe e é antidemocrático são essas pessoas que visam apenas ao poder.

  13. Sempre trabalhei como apoio ao TIs nas eleições. O fato é que a todo momento esses profissionais(na sua grande maioria)terceirizados, manipulam as urnas. O transporte dos boletins ao TSE/TRE é feito sem o menor cuidado, e a rapidez em divulgar o resultado é assustador. Parece que já estavam com ele na mão.

  14. Basta a constatação de que apenas Bangladesh, Butão e também o Brasil, por coincidência “BBB”, usam urnas eletrônicas não auditáveis, para ver que a coisa não está certa. Agora porque cargas d’água, toda esta polemica em torno da questão? Só pode ser com intenção clara de fraude, por parte de quem defende o status quo, não dá para ver de outra maneira algo que já está aprovado pelo congresso e estranhamente vetado pelo nosso conhecido STF. Só rindo da notória palhaçada.
    De fato ou eleições limpas ou alguma medida de exceção!

  15. Acho que o Presidente Bolsonaro clama pelo óbvio, a transparência nas eleições, mas não vejo como conseguir, se o establisment quer tira-lo de qualquer maneira, seja com eleições limpas ou sujas.

  16. Amigos
    estamos desejando o voto impresso erradamente pois os FANTASTICOS BBB – Bangladesh, Butão e Brasil já aprovaram tecnicamente não podemos suspeitar pois afinal são as primazias tecnicas de informatica do mundo. Portanto não há o que reclamar até o nosso congressos já votou a favor do voto impresso e o nosso honesto STF vendo o erro anulou a votação.
    Vamos entregar a Deus ele resolve !!!
    O STF esta aí para corrigir os erros de Deus se houver!!!!.

  17. EXCELENTE ANALISE – MERECE SER REPRODUZIDA!!!!!

    Guzzo, você inicia o artigo espetacularmente porem finaliza com a intenção de condenar Bolsonaro por alegar fraude nas urnas eletrônicas sem o VOTO IMPRESSO. Basta ler os conteúdos das manifestações a favor do VOTO IMPRESSO, de Ana Paula, Fiuza, Augusto, Constantino, Cristina Graemi, e vários outros jornalistas da Jovem Pan, Gazeta do Povo e Revista Oeste, e dos comentários dos leitores que é muito natural a sociedade nas ver transparência nas urnas eletrônicas. Dai, querer atribuir ao Bolsonaro que fala em fraude mas não prova, e o Barroso que também diz que as urnas eletrônicas nunca foram fraudadas, porém não tem como provar, porque nunca foram auditadas. Esse VOTO IMPRESSO já foi aprovado em 2015 e o STF criou o motivo para declarar inconstitucional porque “fere o sigilo e a liberdade do voto”. Essa PEC da deputada Bia Kicis já foi aplaudida pelo Congresso com grandes chances de aprovação, e é só isso que Bolsonaro e a sociedade quer, TRANSPARÊNCIA dessas urnas comandadas por Barroso, Alexandre de Moraes, Fachin, e seus parceiros do STF, usando e abusando nas criticas ao voto impresso, verdadeiras FAKES de má fé, como : é voltar a cédula de papel, custa muito caro, o bilhete pode engasgar na impressora, é levado para casa e serve de comprovante do eleitor ao político corrupto e finalmente a máxima do virtuoso Barroso, “transportar mais de 150 milhões de votos em um pais de elevado roubo de cargas”??????, é demais.
    Vale lembrar e você sabe, que os tucanos em 2014 desconfiaram das urnas eletrônicas e efetuaram investigações técnicas que comprovaram que as urnas eletrônicas não são auditáveis. Portanto fica claro porque atualmente se posicionam contra. A fraude esta montada, com um recente prisioneiro condenado por corrupção, estar disparado nas forjadas pesquisas.
    Guzzo, com tua experiência jornalística, como entender FHC apoiando Lula, e como tucano FHC não defender o VOTO IMPRESSO, para autenticar a vitória de LULA nas urnas eletrônicas e IMPRESSAS? Quem vai provocar conflitos sociais serão as urnas não auditáveis em flagrante desrespeito à democracia.
    Ajude-nos Guzzo, as ruas só não estão agitadas de manifestações ordeiras e pacíficas pró VOTO IMPRESSO devido a pandemia, que esperamos finda até 2022, porem essa PEC tem que ser aprovada até SET/21.

  18. EXCELENTE ANALISE DEO NOSSO ATUAL BRASIL APOIADO PELO STF

    Só no Brasil um político acusado de corrupção pesada na área da saúde, que teve a própria mulher e três irmãos presos no mesmo caso e pelo mesmo motivo, é o presidente de uma CPI para investigar corrupção na área da saúde — justamente na saúde. Como ele ficou “contra o governo”, na delegacia de polícia em que se transformou a CPI, todo mundo faz de conta que um negócio desses é a coisa mais normal do mundo. Só no Brasil, portanto, o mesmo cidadão, saído do bas-fond do Senado Federal, pode acusar as Forças Armadas (FA) de ladroagem, sem provar quem são os ladrões, quanto roubaram ou no que, exatamente, meteram a mão — e não acontece absolutamente nada.

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