Organizações sociais receberam R$ 1,8 bilhão em, dois anos no Rio

Valor é o equivalente a 56% de todos os recursos investidos na Secretaria de Saúde do Estado no período.
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OSs pagavam, em média 5% de propina sobre contratos assinados no governo Witzel | Foto: Phelippe Lima/Governo do Estado do Rio de Janeiro
OSs pagavam, em média 5% de propina sobre contratos assinados no governo Witzel | Foto: Phelippe Lima/Governo do Estado do Rio de Janeiro | covdão fluminense, wilson witzel, oss, governo do rio de janeiro, mário peixoto, pastor everaldo, edmar santos, secretaria estadual de saúde

Valor é o equivalente a 56% de todos os recursos investidos na Secretaria de Saúde do Estado no período

covdão fluminense, wilson witzel, oss, governo do rio de janeiro, mário peixoto, pastor everaldo, edmar santos, secretaria estadual de saúde
OSs pagavam, em média 5% de propina sobre contratos assinados no governo Witzel
Foto: Phelippe Lima/Governo do Estado do Rio de Janeiro
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O Ministério Público Federal (MPF) aponta que um esquema bilionário de desvios foi montado na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro no governo de Wilson Witzel.

Segundo as investigações, que levaram ao afastamento de Witzel e a pedidos de prisão preventivas dos envolvidos, as organizações sociais (OSs) contratadas para cuidar das instituições de saúde fluminenses pagavam propinas para poderem participar de um jogo de cartas marcadas.

Com isso, em apenas dois anos de governo, 2019 e 2020, 18 OSs receberam R$ 1,8 bilhão, o que equivale a 56% de todos os recursos disponibilizados à Saúde do Estado por Witzel. O levantamento foi feito pelo jornal O Globo.

De acordo com o MPF, essas organizações têm ligação com grupos de influência que atuavam dentro do Palácio das Laranjeiras, como o do empresário Mário Peixoto e o do pastor Everaldo, líder do PSC, ambos presos.

A forma de se fazer negócio, em geral, muda. Mas, segundo delação premiada do ex-secretário Edmar Santos, comumente era cobrado 5% de propina do valor de cada contrato. Aplicando-se esse percentual ao R$ 1,8 bilhão, é possível prever que pelo menos R$ 90 milhões foram desviados em apenas dois anos.

Outro método identificado pelos procuradores foi o de desviar “restos a pagar” de anos anteriores. Para que um fornecedor recebesse antes de outros, pagava uma espécie de pedágio de 20% sobre o valor a ser quitado.

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6 comentários

  1. O Rio de Janeiro tem um problema de corrupção q já vem a décadas, sua origem se dá desde brizola quando proibiu a polícia d subir os morros, hj essa mesma corrupção se espalhou por todas instituições do estado. Quem se lembra dos 90% do membros do tribunal de contas q foram presos, vira e mexe um desembargador sofre buscá e apreensão. A salvação do Rio passa diretamente por Brasília, tem q existir uma força tarefa ligado a algum ministro do STF sem ideologia política (coisa difícil), q venha a investigar os magistrados, advogados e ministério público estadual. Só assim para poder salvar o Rio da desgraça.

    1. Perguntar não ofende, o que fizeram com as tralhas que os ex Presidentes petistas tiraram do Palácio da Alvorada, Palácio do Planalto etc…?

  2. Acho que a manchete esqueceu de dizer que os 5% de propina foram recebidos por agentes do governo. Considero que há parcialidade do jornal mostrando a informação importante só no final da matéria que de jornalística não tem é nada.

  3. Tenho mais uma impressão sobre o seu jornal. Parece que faltam repórteres de campo para buscar notícias, pois é praxe, como tenho notado, que copiem e colem notícias de outros jornais, principalmente os comunistas.
    Querem aparecer? sejam profissionais de jornalismo, de jornalismo realista que mostram fatos como eles são, sem viés político ou simples copia de matéria alheia

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