Para Barroso, Brasil caminha para modelo de voto facultativo

Mas ministro ainda prefere pleito obrigatório porque a democracia brasileira "ainda é jovem"
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O ministro Luís Roberto Barroso, do STF
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF | Foto: Nelson Jr./STF
Luís Roberto Barroso - eleição dos EUA
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF | Foto: Nelson Jr./STF

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, reconheceu, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada neste domingo, 6, que o voto no Brasil tem se tornado facultativo, em razão da alta abstenção nas eleições.

“Acho que o voto hoje no Brasil é praticamente facultativo porque as consequências de não votar são pequenas. Por isso, um comparecimento de mais de 70% durante a pandemia merece ser celebrado. Acho que a gente começa a fazer uma transição. O modelo ideal é o voto facultativo e em algum lugar do futuro não muito distante ele deve ser.”

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Leia também: “Barroso defende voto pelo celular nas eleições de 2022”

Entretanto, o ministro disse que não defende o voto facultativo no momento porque a democracia brasileira “ainda é jovem e portanto ter algum incentivo para as pessoas votarem é positivo”. Para Barroso, o Brasil deve permanecer com o modelo atual: “Nos países de voto facultativo você incentiva a polarização, porque os extremos não deixam de comparecer, e os moderados muitas vezes deixam. Portanto, também por essa razão, ainda prefiro voto obrigatório com sanções leves como é no Brasil.”

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5 comentários

  1. Lulu Boca de Veludo nunca perde a oportunidade de falar merda. E pensar que Aristóteles já dizia que forçar a participação política é criar vítimas de demagogos… ah se ao menos esta bicha fosse capaz de ler e entender um texto.

  2. “porque a democracia brasileira ‘ainda é jovem'”. Este é exatamente o fundamento para não ser obrigatório. E não o contrário. Geralmente*, repito geralmente, jovens são facilmente manipuláveis, “revoltadinhos” por natureza, mas não sabem nem como chega o papel higiênico no banheiro, e finalmente, não tem experiência consolidada, por questão auto-evidente. Não vejo com bons olhos o voto para menores de 18. Acho que o voto é uma arma que mata, tanto ou mais que um revólver.
    *[Não se esqueça que exceção é exemplo de burro]

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