Para retaliar chanceler, senadores tentam derrubar sabatina de embaixadores

Senado faz força-tarefa nesta semana para sabatinar a indicação de 34 diplomatas para postos de embaixador
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Visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, seria motivo da retaliação | Foto: EDERSON BRITO/ESTADÃO CONTEÚDO
Visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, seria motivo da retaliação | Foto: EDERSON BRITO/ESTADÃO CONTEÚDO | Embaixador

Senado faz força-tarefa nesta semana para sabatinar a indicação de 34 diplomatas para postos de embaixador

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Visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, seria motivo da retaliação | Foto: EDERSON BRITO/ESTADÃO CONTEÚDO
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Um grupo de senadores se movimentou neste final de semana para tentar derrubar a sessão da Comissão de Relações Exteriores do Senado destinada a sabatinar 34 diplomatas indicados a postos de embaixador. O cancelamento seria uma forma de retaliação ao chanceler Ernesto Araújo.

Conforme Oeste apurou, a movimentação ocorre depois da visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, a Roraima, na última sexta-feira, 18. Os parlamentares avaliam que o movimento foi um desrespeito à soberania brasileira e foi endossada por Ernesto Araújo.

Apesar da resistência de alguns senadores, o Senado manteve a força-tarefa para analisar as indicações das autoridades. As votações serão feitas presencialmente e ocorrem depois de seis meses de trabalho remoto por parte dos senadores.

Agora, os opositores se articulam para tentar esvaziar a sessão de sabatina. Para amenizar a crise, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que irá trabalhar para seguir com a agenda do colegiado.

Entenda

Ernesto e Pompeo se encontraram nesta sexta-feira,18, em Boa Vista, em Roraima. Eles visitaram o projeto Acolhida, que atende venezuelanos refugiados que deixaram o país comandado pelo ditador Nicolás Maduro. Durante a visita, Pompeo afirmou que “vamos tirar Maduro de lá”.

No dia seguinte, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou uma nota onde afirmou que as declarações de Pompeo foram uma “afronta às tradições de autonomia e altivez de nossas políticas externa e de defesa”.

Em comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores, o chanceler brasileiro disse que a nota de Maia “baseia-se em informações insuficientes e em interpretações equivocadas”.

“O povo brasileiro preza pela sua própria segurança, e a persistência na Venezuela de um regime aliado ao narcotráfico, terrorismo e crime organizado ameaça permanentemente essa segurança. O povo brasileiro tem apego profundo pela democracia, e o regime Maduro trabalha permanentemente para solapar a democracia em toda a América do Sul”, afirma.

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