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Pazuello critica ‘jogada de marketing’ de Doria

Ministro da Saúde afirma que Estados não podem ter programas paralelos de vacinação contra a covid-19
Eduardo Pazuello durante entrevista coletiva no RJ
Eduardo Pazuello durante entrevista coletiva no RJ | Foto: Reprodução/YouTube

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acusou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de ter protagonizado uma “jogada de marketing” na tarde deste domingo, 17. Conforme Oeste registrou, o tucano esteve presente em evento que aplicou a primeira dose da CoronaVac no país — ato que ocorreu minutos após a aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Leia mais: “Foi dada a largada: Anvisa aprova uso emergencial de vacinas”

Pazuello concedeu entrevista coletiva no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro. Sem mencionar diretamente o governador paulista, o ministro afirmou que qualquer trabalho de vacinação sem a anuência do Ministério da Saúde ocorre em “desacordo com a lei”. O integrante do governo federal ainda sinalizou que não se pode esperar dele nenhuma movimentação meramente de marketing.

Com a aprovação do uso emergencial da Anvisa da CoronaVac e da vacina da Universidade de Oxford, Pazuello anunciou que o trabalho por parte da pasta sob seu comando começará na manhã desta segunda-feira, 18. De acordo com ele, as seis milhões de doses disponíveis no Brasil serão distribuídas a todos os Estados e ao Distrito Federal.

Criticado, Doria afirmou ter ficado “atônito” com as afirmações de Pazuello. O governador declarou não confiar mais no Ministério da Saúde. Além disso, disse que todo o investimento com a CoronaVac partiu integralmente do governo do Estado de São Paulo.

Insumos vindos da Índia

Eduardo Pazuello mencionou, também, que o Brasil deverá receber nos próximos dias dois milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford, produzida em parceria com o laboratório AstraZeneca e com insumos vindos da Índia. Nesse ponto, o ministro destacou que o material só não foi importado porque indianos teriam pedido “mais alguns dias” para liberar as doses ao Brasil.

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