A pesquisadora e influenciadora digital Nine Borges foi absolvida de um inquérito conduzido pela Polícia Federal no Distrito Federal no qual foi acusada de “transfobia” — a partir de uma atualização de 2019 da lei de injúria racial. Ela foi intimada depois de apontar irregularidades em instituições públicas em nome da agenda woke.
O processo começou a partir da de denúncia de Nine contra Symmy Larrat, chefe da Secretaria Nacional LGBTQIA+, do Ministério de Direitos Humanos do governo Lula, por repassar milhões de reais para uma ONG LGBT registrada exatamente no mesmo endereço onde está situada outra ONG, da qual Larrat já foi presidente.
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A pesquisadora, em um vídeo publicado em 2024, apresentou dados sobre repasses públicos que somariam mais de R$ 5 milhões, sendo mais de R$ 3 milhões destinados pela Secretaria LGBT à ONG Aliança LGBTI+. A organização passou a operar a chamada “Plataforma do Respeito”. As informações utilizadas foram extraídas do Portal da Transparência.
Em resposta, Symmy Larrat, que afirma ser uma mulher transgênero, apresentou a representação que deu origem a um pedido formal de instauração de inquérito contra a pesquisadora. Residente no Reino Unido há mais de 11 anos, Nine foi intimada por e-mail. Para ter acesso aos autos, ela precisou de representação jurídica, que foi custeada por meio de campanha pública.
“Symmy Larrat não gostou e veio com toda a cavalaria da máquina pública contra mim. A polícia, ao invés de investigar o repasse, resolveu investigar quem fez a denúncia”, disse Nine a Oeste. Doutora em educação e mestre em ciências sociais, ela também é coautora do livro Corrupção da Linguagem, Corrupção do Caráter — Como o Ativismo Woke Está Destruindo o Ocidente.
Acusada de “transfobia”, Nine Borges denunciou irregularidade com verba pública
Nine apontou a existência de possível conflito de interesses, uma vez que a Aliança LGBTI+ divide ou dividiu endereço com outras organizações, entre elas uma ONG da qual Larrat já foi presidente. Quatro entidades com CNPJs distintos constavam no mesmo endereço, e alterações cadastrais foram feitas posteriormente.
Depois de Nine publicar um vídeo sobre o tema, “os repasses cessaram por todo o ano de 2025, retomados coincidentemente uma semana antes de o delegado publicar parecer final em que recomenda o meu indiciamento por transfobia, enquanto enterrou a parte sobre calúnia e difamação”, explicou.
A Associação Matria apresentou denúncia à Corregedoria sobre os repasses. Embora um procedimento tenha sido instaurado, não houve conclusão dentro do prazo legal de 180 dias, nem apresentação de relatório de diligências. Os pedidos de informação apresentados no período não foram respondidos.
Nine Borges ainda é investigada por “transfobia” em um inquérito conduzido pela PF em Minas Gerais. A apuração decorre de declarações feitas no podcast Inteligência Ltda., no qual criticou o aparelhamento institucional do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de políticas públicas que servem à agenda LGBT.
O processo aguarda a deliberação da delegada que conduziu a oitiva, na semana passada.
Leia também: “O fim do banheiro feminino“, reportagem de Isabela Jordão publicada na Edição 298 da Revista Oeste






































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