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Planalto está irritado com aliados que derrubaram veto no Senado

Integrantes do governo reagiram mal após parlamentares aliados votarem pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro
Senado derrubou veto do presidente Bolsonaro | Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR
Senado derrubou veto do presidente Bolsonaro | Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR | Aliados

Integrantes do governo reagiram mal após parlamentares aliados votarem pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro

Aliados
Senado derrubou veto do presidente Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR

O Palácio do Planalto está irritado com senadores tidos como aliados do governo após derrubada de veto no Senado. Em votação nesta quarta-feira, 19, a Casa impôs uma derrota ao Executivo ao derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro à medida que permite reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021.

Entre os parlamentares que votaram pela derrubada, três chamaram a atenção do governo: Izalci Lucas (PSDB-DF), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Jorginho Mello (PL-SC). Izalci, por exemplo, ocupa o cargo de vice-líder do governo no Senado.

O governo alega que foi pego de surpresa com a votação por parte dos senadores e pediu mais tempo para negociar. Com isso, a análise da proposta pelos deputados federais foi adiada para esta quinta-feira, 20. Para um veto ser rejeitado, a decisão precisa ser tomada pelas duas Casas do Congresso.

“Decepção com aliados que vivem junto do presidente e que são superatuantes nas redes. Pensaram mais na carreira própria do que na questão da responsabilidade fiscal do país”, comentou um assessor palaciano ouvido por Oeste.

De acordo com integrantes do governo, uma retaliação não está descartada. Contudo, a decisão cabe ao presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi deposta do cargo de vice-líder na Câmara depois de votar contra o governo na proposta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Paulo Guedes reagiu

Logo após a votação do Senado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acusou o golpe e deu declarações fortes contra a decisão dos parlamentares. “Pegar dinheiro de saúde e permitir que se transforme em aumento de salário para o funcionalismo é um crime contra o país”, disparou o chefe da pasta.

Aliás, o líder da área econômica federal alegou que a decisão dos senadores pode gerar uma perda de até R$ 120 bilhões para os cofres públicos. “É um desastre, é preocupante, porque o Senado é onde os representantes têm que defender a República. É um péssimo sinal”, declarou.

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