Policial penal que matou petista vai a júri popular

Em 9 de julho, Marcelo Arruda morreu, durante uma troca de tiros com Jorge Guaranho

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Policial penal federal Jorge Guaranho, que matou o petista Marcelo Arruda | Foto: Reprodução/Redes sociais
Policial penal federal Jorge Guaranho, que matou o petista Marcelo Arruda | Foto: Reprodução/Redes sociais

O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, Paraná (PR), decidiu que o policial penal Jorge Guaranho, acusado pelo assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, deve ir a júri popular por homicídio duplamente qualificado.

Na decisão, da quinta-feira 1°, o magistrado negou o pedido da defesa de Guaranho para revogar sua prisão preventiva. Arguello chegou a conceder prisão domiciliar ao policial penal em agosto deste ano, mas a revogou dias depois.

O Departamento de Polícia Penal do PR havia informado que não poderia garantir a segurança de Guaranho no presídio. A Secretaria de Segurança Pública do Estado, contudo, rebateu a informação.

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O magistrado considerou que a troca de tiros entre Guaranho e Arruda na festa de aniversário do petista, em 10 de julho, sugere a “audácia do agente e a desconsideração com a vida de vítimas secundárias, a demonstrar particular desprezo com o bem da vida”.

Segundo o Ministério Público do Paraná, o ato foi motivado por divergência político-partidária.

Entenda o caso

Em 9 de julho, por volta das 23 horas, Guaranho invadiu uma festa e disparou contra o petista, que comemorava seu aniversário. Arruda recebeu dois disparos. Mesmo ferido, segundo relatos, ele conseguiu revidar e atingiu o agressor com um tiro na cabeça. Guaranho chegou a ficar internado, mas seu estado se mostrou estável depois de alguns dias e ele obteve alta. Já o petista foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o início da discussão que levou à morte de Marcelo. Em um primeiro momento, Guaranho chega ao local da festa e grita em direção ao petista. Na sequência, Marcelo resolve atirar objetos contra o carro do agente penitenciário. Guaranho vai embora, mas volta tempos depois. Ele desce do carro, saca uma arma e dispara duas vezes contra o petista.

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