Por que ‘Oeste’ não publica pesquisas de intenção de votos

Entenda os motivos da decisão tomada já na campanha de 2020
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Desde a campanha eleitoral de 2020, a Revista Oeste escolheu não divulgar nenhuma pesquisa de intenção de votos.

Em mais de uma oportunidade, Oeste mergulhou no universo das enquetes para mostrar que distorções no roteiro de perguntas e imprecisões encontradas na reunião dos dados de várias sondagens resultam em pesquisas que erram muito além da margem de erro.

Em dezembro de 2020, a Edição 37 de Oeste mostrou que os institutos erraram feio nas eleições municipais. O Ibope, por exemplo, anunciou a vitória de Manuela d’Ávilla (PCdoB) para a prefeitura de Porto Alegre no segundo turno. Ela perdeu por 10 pontos de diferença para Sebastião Melo (MDB). O instituto também falhou em outras capitais, como Vitória e Recife.

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Em maio do ano passado, quando a lista de candidatos ainda era farta em nomes da tal “terceira via” que não vingou, a Edição 62 de Oeste fez um pente-fino nos questionários apresentados pelos institutos aos entrevistados. Naquela época, as intenções de voto em Lula em cinco empresas variavam de 29 a 41 pontos, e as de Bolsonaro de 23 a 37 pontos.

Nesta Edição 126, Oeste reuniu algumas questões perguntadas em pesquisas de intenção de votos:

O questionário do Datafolha deste mês contém algumas informações que podem ajudar a explicar a rejeição de Bolsonaro:

– “Na sua opinião, o presidente Jair Bolsonaro vai tentar dar um golpe de Estado, ou seja, permanecer na Presidência à força, sem precisar ganhar a eleição ou não?”

1) Sim, vai tentar
2) Não vai tentar
3) Não sabe

— “Em suas declarações, o presidente Jair Bolsonaro costuma fazer ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ameaças sobre as eleições. Na sua opinião: (LEIA ATÉ A INTERROGAÇÃO)”

1) Os ataques e as ameaças devem ser levados a sério pelas instituições do país
2) As declarações de Bolsonaro não terão consequências?
3) Não sabe

Com relação a essa questão, o jornalista Silvio Navarro observou na reportagem: “O leitor deve ter reparado que uma das alternativas de resposta para a pergunta acima contém o sinal de interrogação e um aviso ao entrevistador em letras maiúsculas. É um alerta para que seja lida desta forma pelo entrevistador — “até a interrogação”.”

Outro instituto que tem sido publicado pela mídia é o Genial Quaest, de Minas Gerais. O desempenho de Lula e Bolsonaro é similar ao computado pelo Datafolha e pelo instituto Ipec. Diz o questionário da Quaest:

— “Se na noite das eleições o TSE informar que o presidente Bolsonaro perdeu, você acha que ele deve aceitar a derrota e passar o poder para o presidente eleito ou não deve aceitar o resultado e organizar seus eleitores para se manter no poder?”

1) Aceitar a derrota e passar o poder para o presidente eleito
2) Não aceitar o resultado e organizar seus eleitores para se manter no poder

Em caso de silêncio, o pesquisador poderia assinalar de próprio punho as alternativas: 3) Não sabe responder; ou 4) Não quis responder.

Em 2018, pouco antes do primeiro turno das eleições presidenciais, o DataFolha publicou uma pesquisa que previu a vitória do petista Fernando Haddad. A barbeiragem entrou para a história.

Foto: Reprodução
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8 comentários Ver comentários

  1. É claro e evidente as ponderações e argumentos indicado na reportagem para justificar a não divulgação, as quais eu concordo e vou além, de pesquisas só tem o nome, passam longe dos critérios e metodologia cientifica que devem ser empregadas para convergir com o mais próximo de uma realidade confiável e honesta, dito isto, fica aqui minha discordância desta posição, deve sim divulgar, e fazer todas as colocações e apontar as destorções geradas com intuito de favorecer um ou outro grupos objetos das pesquisas, há meu ver esta atitude é covarde e dá força para estes institutos continuarem com suas farsas , acorda OESTE, ENFRENTA A ONÇA.

  2. =>Em maio do ano passado, quando a lista de candidatos ainda era farta em nomes da tal “terceira via” que não vingou, a Edição 62 de Oeste fez um pente-fino nos questionários apresentados pelos institutos aos entrevistados. Naquela época, as intenções de voto em Lula em cinco empresas variavam de 29 a 41 pontos, e as de Bolsonaro de 23 a 37 pontos.”<=.

    Esse dado nos dá a real dimensão e o estágio que se encontra o crime que vem sendo praticado no Brasil há anos, diria até mesmo há séculos.

    Nunca existiu um comando central, um núcleo duro que determinava o comportamento dos políticos traíras ao País, da imprensa sabotadora, dos doutrinadores marxistas nas academias, dos bacharéis em direito limitados, prepotentes e totalitários, dos artistas venais, dos mais de 17.200 parasitas sindicatos, dos traficantes, marginais e corruptos em geral.

    As coisas vinham atuando no País tal qual como amebas em movimento, cada qual focada em seus interesses (amebas segregadas em sindicatos), sem muita convergência de objetivos e ações, a não ser a de genericamente auferir lucros e rendimentos ilícitos e/ou indevidos e/ou desproporcionais.

    Bolsonaro mudou essa dinâmica tal qual um imã reúne para si toda a limalha que se encontra dentro de seu campo magnético: Bolsonaro conseguiu ordenar para si todos esses péssimos cidadãos para lhe derrubar.

    No entanto, se esqueceram da enorme maioria do povo brasileiro, a que efetivamente produz bens e serviços úteis e concretos à sociedade, tais como as costureiras, padeiros, engenheiros, médicos, motoristas, pedreiros, mecânicos, bombeiros, policiais, carpinteiros, …; se esqueceram de combinar com os “russos” nesse contexto.

    E as pesquisas, mote da presente matéria, dada as disparidades de suas indicações, apenas ratificam a possibilidade dessa interpretação, e o início da tentativa de tudo e de todos, do que ora reunidos sob a égide da esquerdopatia, remar em direção à mesma margem do rio!

  3. Que horror!!! Tinha quase certeza que as perguntas seriam uma baixaria, mas, lendo-as de fato, muito pior do que pensava… Isso não é pesquisa é baixaria!! Meu Deus….

  4. Não se enganem, se a esquerda ganhar, a OESTE será fechada, seus controladores presos, e os assinantes serão classificados de terroristas.

  5. Parabéns pela posição, embora mais tarde possa fazer mais críticas. Eu sei que os especialistas mais graduados trabalham e moram nos grandes centros. Os cientistas sociais, estatísticos e professores do fundo do sertão que passam algum tempo analisando métodos estatísticos em monografias, dissertaçõ e teses são desconhecidos e não o espaço merecido. A gente se conforma porque é assim mesmo. No entanto, como antigo professor da área concordo com uma posição declarada pela revista neste artigo. É tudo enquete e não tem nada de rigor científico exigido para pesquisas e estudos técnicos de alto nível. Lembre-se que o atual governo descobriu milhões de invisíveis e isto merece atenção redobrada, pois quando se trabalha com pequenas amostras o indicador são censos ou levantamentos com um grupo bem significativo da população (no caso, eleitores). Qualquer professor ou bacharelando sabe que a pequena amostra deve representar o total. Se 20% dos eleitores votam em Santo Demagogo isto quer dizer e deve ser representado em números, de que 30.000.000 aproximadamente votarão no candidato escolhido. Se uma amostragem de 2000 entrevistados são escolhidos isto significa, por óvbio, representar os 150.000.000. Ou seja, para agradar alguns, menos de 0,20% representam os 150 milhões! No início do ano fui procurar (e foi difícil) quantos entrevistados na pesquisa para presidente foram consultados aqui no RS. 20! Será que 20 eleitores representariam todos os eleitores gaúchos? A margem de erro para isto é de 98% e não 2%. O pior é quando fui ver numa outra quantos entrevistados da minha cidade aparecem numa amostra de 2500 em todo o território nacional: 5; Não conseguir ver em quem esses cinco sortudos “votariam”. E apareceu no noticiário de que Lula ganharia com 43% e Bolsonaro ficava com 24%! Aquelas enquetes do pingo dos is são mais confiáveis… ah, tem o elemento “confiável”. Em estatística irônicamente existe o tal de “intervalo de confiança”… eh eh eh Em todo o caso, replicando o Boi Barroso, a eleição mostrará se a maioria dos brasileiros esqueceram o mensalão e o petrolão e confiam mais num ladrão do que qualquer outro candidato. A imprensa internacional se divertirá muito se o vencedor é de esquerda, comunista, corrupto e líder de um partido superenvolvido em corrupção e com o crime organizado, anticristão, pró-aborto e a favor da censura na imprensa. Vamos ver a repetição de textos bíblicos? Barrabás ou Jesus?° Ou será outra passagem, como a do Abraão ou da sete pragas do Egito?

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