Por Taiwan, China tenta pressionar a Câmara dos Deputados

A ditadura chinesa não quer que os parlamentares brasileiros falem sobre Taiwan.
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Embaixador chinês, Yang Wanming, discursa em seminário alusivo aos 45 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China | Foto: YouTube/Reprodução
Embaixador chinês, Yang Wanming, discursa em seminário alusivo aos 45 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China | Foto: YouTube/Reprodução | Yang Wanming

Em carta, embaixada chinesa pede a deputados que não comentem a posse da presidente de Taiwan, território que a China afirma estar sob sua soberania

Yang Wanming
Embaixador chinês Yang Wanming discursa em seminário alusivo aos 45 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China | Foto: YouTube/Reprodução

A embaixada da China enviou uma carta à Câmara dos Deputados pressionando os parlamentares a não se manifestar sobre a posse de Tsai Ing-wen para o segundo mandato na Presidência de Taiwan, que ocorreu no último dia 20.

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A informação foi divulgada pelo deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) em sua conta no Twitter. Para Martin, a carta chinesa é uma “afronta”.

Na carta, a embaixada chinesa afirma que os deputados devem respeitar o “Princípio de Uma Só China” e que a Câmara deve tomar “as medidas necessárias e preventivas” para evitar qualquer contato entre parlamentares brasileiros e as autoridades de Taiwan, que a China considera parte de seu território.

Desde 1974, o Brasil reconhece apenas a República Popular da China como país soberano. Com Taiwan, o país só mantém relações comerciais.

Como resposta à ingerência chinesa, o deputado Paulo Eduardo Martins fez questão de parabenizar a presidente de Taiwan pela posse. O Ministério das Relações Exteriores taiwanês respondeu ao deputado e afirmou que “o governo e o povo de Taiwan apreciam a amizade e o apoio do Brasil”.

Não é a primeira vez

Essa não é a primeira vez neste ano que autoridades chinesas tentam pressionar parlamentares brasileiros. Em março, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, criticou o deputado Eduardo Bolsonaro, que comparou a crise do coronavírus com o acidente nuclear de Chernobyl.

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3 comentários Ver comentários

  1. Não tenho notícias de intromissão de embaixadores feitas de forma tão direta, fora dos procedimentos usuais da diplomacia. Será que já estão ordenando o poder legislativo? Já estão dominando o país? O que está acontecendo?

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