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Promotor denuncia ala fechada em hospital de Bauru

Governo estadual de São Paulo nega acusação de "negligência"
Komono fez imagens exibindo a quantidade de pacientes no pronto-socorro que aguardam vaga para cirurgia
Komono fez imagens exibindo a quantidade de pacientes no pronto-socorro que aguardam vaga para cirurgia | Foto: Reprodução/YouTube

O promotor de Saúde Pública de Bauru (SP), Enilson Komono, publicou ontem um vídeo nas redes sociais mostrando 17 leitos fechados no Hospital de Base (HB) do município. “Eu estou aqui na clínica cirúrgica 2. Vocês vão ver que ela foi fechada. Olha como o Estado trata os leitos, olha a situação. Isso aqui: 17 leitos fechados, mas o Estado diz que está ampliando. Hoje é dia 29 de janeiro de 2021, então é importante que isso aqui fique registrado. Uma ala inteira do Hospital de Base, que é o hospital tradicional da DRS VI, responsável por 1,8 mil habitantes, e está fechada uma clínica cirúrgica”, afirma Komono, na transmissão que viralizou nas redes sociais.

Além dos leitos fechados, Komono fez outras imagens exibindo a quantidade de pacientes no pronto-socorro central que aguardam vaga para cirurgia no HB e também leitos fechados no Hospital das Clínicas de Bauru. À TV TEM, filiada da Rede Globo, o governo João Doria (PSDB) informou que as cirurgias eletivas podem ser reprogramadas devido ao surto de coronavírus e que apenas 17 leitos foram direcionados para esse uso sob demanda no HB. Conforme a gestão tucana,  procedimentos cirúrgicos podem ser realizados no Hospital Estadual de Bauru, Hospital Geral de Promissão e Hospital das Clínicas de Botucatu, que juntos contam com mais de 730 leitos para atender outras patologias, sem incluir covid.

Assista

O caso

O promotor ganhou notoriedade na quarta-feira 27, ao afirmar que o Plano São Paulo é “enganoso” e que a gestão Doria é “omissa” na luta contra o vírus chinês. No mesmo dia, o governo tucano reagiu. Komono, então, enviou à TV TEM uma tréplica na ocasião.”Quem ignora a situação de Bauru e não promove as medidas necessárias para defender a saúde da população é o governo do Estado, omisso em suas obrigações — diminuiu leitos em vez de aumentar. Essa omissão mata pessoas há muitos anos (ao menos desde 2013), muito antes da pandemia, sendo o descaso do governo já objeto de condenação. Este sim deve responder por eventuais mortes que ocorreram e possam ocorrer”, escreveu.

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