Queiroga critica governantes contrários à prescrição médica para vacinar crianças

'Pelo que eu saiba, a grande maioria deles não são médicos', disse o ministro da Saúde
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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga | Foto: Walterson Rosa/MS
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga | Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou nesta quarta-feira, 29, autoridades locais que decidiram não exigir prescrição médica para vacinar crianças contra a covid-19.

Falando a jornalistas na entrada do ministério, Queiroga disse que, pelo que sabe, a grande maioria dos prefeitos e governadores contrários à prescrição não são médicos.

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O ministro é médico cardiologista e, para ele, a postura de governantes locais mostra que eles estão “interferindo nas suas secretarias municipais e estaduais”.

Ao menos 15 Estados e o Distrito Federal já disseram que não vão cobrar pedido médico. Especialistas dizem que a exigência atrasa a imunização e prejudica os mais pobres, que não têm fácil acesso a um médico para obter a prescrição.

Queiroga afirmou que tanto os Estados quanto os municípios devem se manifestar sobre o tema por meio da consulta pública que está sendo realizada pela pasta sobre a vacinação em crianças.

“A consulta é um instrumento da democracia, amplia discussão sobre o tema, trará mais tranquilidade para os pais levarem seus filhos à sala de vacinação”, disse.

O Ministério da Saúde já recomendou a vacina para crianças, desde que haja autorização dos pais ou responsáveis e prescrição médica.

Mas aguarda a consulta, que ficará disponível no site do ministério até 2 de janeiro, para dar uma palavra final sobre o tema.

Na segunda-feira, a pasta divulgou nota dizendo que a vacinação de crianças deve começar ainda em janeiro, caso seja mantida a decisão de imunizar esse público.

No Brasil, a Anvisa aprovou a vacina da Pfizer para crianças em 16 de dezembro. O imunizante também já foi aprovado pelas principais agências reguladoras e é aplicado em países como os Estados Unidos.

O presidente Jair Bolsonaro é crítico à decisão da Anvisa e disse que não vai vacinar a sua filha Laura, de 11 anos. Ele também chegou a dizer que divulgaria os nomes dos servidores que autorizaram a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, enviou inclusive à Procuradoria-Geral da República um pedido para que o presidente seja investigado por suposta intimidação de servidores da agência.

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