Revista Oeste - Eleições 2022

‘Quem estiver na frente será candidato a governador’, diz Márcio França

Ex-governador de São Paulo admite, pela primeira vez, hipótese de desistir da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes
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Márcio França, ex-governador de São Paulo, pode ser candidato ao Senado
Márcio França, ex-governador de São Paulo, pode ser candidato ao Senado | Foto: Reprodução

O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições de outubro, admitiu pela primeira vez a possibilidade de abrir mão da disputa para apoiar o ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

A composição vem sendo discutida por lideranças do PT e do PSB desde o ano passado e passa pela costura envolvendo a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto.

Lula, que está cada vez mais próximo de oficializar uma chapa com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido), não abre mão da candidatura de Haddad no maior Estado do país. Segundo França, a definição ocorrerá em breve e será ditada pelo desempenho de ambos nas pesquisas eleitorais.

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“Em maio, junho ou julho, quem estiver na frente será o candidato a governador, e o outro vai compor a chapa do jeito que der”, afirmou França, em entrevista à GloboNews, exibida na noite de segunda-feira 7. “O PT topou, o Lula topou, a Glesi topou. O Haddad deve vir a topar também”, completou.

Caso abra mão da disputa pelo governo do Estado, França deverá ser o candidato ao Senado da frente de esquerda que apoiará Lula. O PSB deve indicar o vice da chapa do petista, com a provável filiação de Alckmin à legenda.

Em troca do apoio a Haddad em São Paulo, o PT já anunciou que o senador Humberto Costa (PE) não disputará o governo de Pernambuco. Os petistas apoiarão a candidatura de Danilo Cabral (PSB). No Rio de Janeiro, a tendência é que o PT apoie Marcelo Freixo, que migrou recentemente do Psol para o PSB.

Na entrevista, Márcio França disse ainda que a chapa formada por Lula e Alckmin está “quase certa” e pode ser sacramentada oficialmente nas próximas semanas.

Alckmin, que deixou o PSDB, é aliado político de França, que foi seu vice-governador. Em 2018, ao deixar o Palácio dos Bandeirantes para concorrer à Presidência da República, o ex-tucano deixou o vice no comando do Estado. Naquela eleição, França se candidatou e chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por João Doria (PSDB).

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12 comentários Ver comentários

  1. È triste ver que até agora um estado com a importância como o estado de são paulo ser servido por candidatos ruins sem capacidade administrativa para o nosso estado.

  2. Não a esse cara no senado também.
    Desta vês temos que escolher senadores com o maior cuidado. Que os eleitores dos demais estados saibam faze-lo da mesma forma.

  3. Estes hipócritas não vão para as ruas e ficam fazendo planos para voltar a roubar o Brasil mas esqueceram de combinar com os brasileiros e principalmente com os paulistas.
    Em outubro serão extintos da vida pública.

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