‘Quero ver ele num carro de som falando com o povo’, diz Bolsonaro sobre Moro

'Não tenho acompanhado esse cara, não. Ficou comigo um ano e pouco', afirmou o presidente a apoiadores
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Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 22, que quer ver Sergio Moro “em um carro de som falando com o povo”. O ex-ministro e ex-juiz se filiou recentemente ao Podemos e deve se lançar na disputa pelo Palácio do Planalto.

A declaração de Bolsonaro foi dada durante conversa com seus apoiadores na chegada ao Palácio da Alvorada. Um homem mencionou Moro. “Não tenho acompanhado esse cara, não. Ficou comigo um ano e pouco”.

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Pouco depois, Bolsonaro acrescentou: “Quero ver ele em um carro de som falando com o povo. Só isso e mais nada. Eu não vou criticar ninguém não”.

Após a filiação de Moro, o presidente já havia criticado o discurso lido por ele na cerimônia e disse que o ex-ministro “não aprendeu nada” durante sua passagem ao governo.

Semipresidencialismo

Mais cedo, ao sair do Palácio da Alvorada, também a apoiadores, Bolsonaro disse que a discussão que está sendo feita sobre a adoção do semipresidencialismo no Brasil serve para “acobertar outras coisas”.

O presidente não citou nomes, mas em 15 de novembro, em evento em Lisboa, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes defenderam o modelo.

“Por que lançam isso aí? Para acobertar outras coisas. Muita gente está preocupada porque acabou a mamata”, afirmou.

“Tem certas coisas que são tão idiotas que não dá nem para discutir. Não vou começar a bater boca com ninguém sobre esse assunto. Coisa idiota. Eu falo que jogo nas quatro linhas. Quem sair fora, aí sou obrigado a combater o cara fora das quatro linhas”, afirmou.

O presidente também ironizou: “Se você for levar ao pé da letra o semipresidencialismo, eu teria o poder de dissolver o Congresso. Então não vou discutir”.

Ele afirmou ainda que o Enem deste ano teve “questão de ideologia”, mas disse que a prova “já está mudando”.

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