Ranking de instituto independente mostra piora no desempenho dos deputados

De 0 a 10, nota média dos parlamentares é 4; Novo tem sete deputados entre os dez mais bem avaliados
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Desempenho médio dos deputados foi mal avaliado por <i>ranking</i> do Instituto Monte Castelo
Desempenho médio dos deputados foi mal avaliado por ranking do Instituto Monte Castelo | Foto: Beto Barata/Agência Senado

Depois do período de recesso parlamentar, o Congresso Nacional volta aos trabalhos nesta quarta-feira, 2, com uma série de pautas importantes para o país “travadas” por causa das preocupações eleitorais dos parlamentares. Se depender do desempenho efetivo de Vossas Excelências, é bom a sociedade se preparar: será necessário muito trabalho para que o Legislativo avance e entregue os resultados que a população espera.

Um ranking divulgado na terça-feira 1° pelo Instituto Monte Castelo mostra que houve uma piora na nota média obtida pelos deputados em 2021, na comparação com os anos anteriores. Segundo o Ranking de Plenário, a nota média foi 4 (de 0 a 10) no ano passado. Em 2020, havia sido 6. Em 2019, 5,9.

Segundo o relatório, parte da explicação tem a ver com as eleições de 2022. “Já de olho na disputa, muitos parlamentares decidiram apoiar medidas que aumentam os gastos e passam longe do interesse público, como a volta da propaganda partidária na televisão”, diz o instituto.

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Cada parlamentar recebeu uma nota de 0 a 10, sempre sob uma perspectiva liberal-conservadora (como votos contra o aumento de gastos ou por mais rigor na segurança pública, por exemplo). Ao todo, foram analisadas 38 votações em plenário.

Para medir o desempenho dos deputados, o instituto os avaliou a partir de três critérios básicos, além da própria produtividade no Parlamento. Foram considerados o alinhamento e a atuação dos congressistas sob a perspectiva de:

  1. Economia e administração pública: propostas que tratam de liberdade econômica, impostos, regulação de mercados e o controle dos gastos públicos;
  2. Ética e instituições: propostas que envolvam o combate à corrupção, o funcionamento das instituições, regras eleitorais e transparência;
  3. Sociedade: projetos que lidem com segurança pública, família, educação e a valorização da vida, entre outros temas.

Em uma escala de 0 a 10, 10 significa que o parlamentar votou 100% das vezes de acordo com os princípios defendidos pelo instituto. Cada projeto apresentado pelo deputado ou proposta votada em plenário, entretanto, têm um peso diferente, de acordo com sua importância.

Para evitar distorções, o ranking leva em conta apenas os deputados que estavam no exercício do mandato em mais de 50% das votações analisadas. Por isso, alguns parlamentares não possuem nota em uma das categorias listadas — por diversas razões, eles não exerceram seus mandatos por completo ao longo de todo o ano passado.

Novo domina primeiras posições

O Partido Novo é a legenda que colocou mais representantes entre as dez primeiras posições do Ranking de Plenário. Os sete deputados mais bem avaliados são do partido: Gilson Marques (SC), Marcel van Hattem (RS) e Tiago Mitraud (MG) receberam as maiores notas (9,5). Eles foram seguidos por Alexis Fonteyne (SP), Vinicius Poit (SP), Adriana Ventura (SP) e Lucas Gonzalez (MG), todos do Novo.

Completam o top 10 os deputados Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), Paulo Martins (PSC-PR) e Junio Amaral (PSL-MG).

No ranking por partidos, o Novo teve o melhor desempenho, com uma nota média de 9,2. Em segundo lugar, aparece o PSL (6,3) e, em terceiro, o Cidadania (6,1). Podemos (5,4) e PSC (5,2) completam a lista das cinco legendas mais bem avaliadas em 2021.

Na parte de baixo da tabela, os piores desempenhos foram de partidos de esquerda: PSB, PDT, Rede, Psol, PCdoB e PT foram os seis últimos colocados.

O instituto

O Instituto Monte Castelo é um centro independente de pesquisa em políticas e legislação que tem como pilares fundamentais a defesa da vida, da liberdade e da responsabilidade.

Com sede em Brasília, o instituto — uma associação sem fins lucrativos — foi fundado em 1º de julho de 2017.

Leia também: “O que esperar de 2022”, reportagem publicada na Edição 94 da Revista Oeste

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5 comentários Ver comentários

  1. Os parlamemtares da esquerda são os piores em todos seguimentos. Isso mostra que nas eleições a população vai apoiar os partidos de direita, e centro direita.

  2. Um congresso ineficiente que não desenvolve projetos se quer pra dimininuir o maior causador “combustíveis” do aumento da inflação, nem defendem o direito democrático da população “liberdade de pensamento” , e são capachos de uma das cortes ” STF” msis subversivas do mundo.

  3. Na minha opinião, é zero, quase nenhum presta, hoje a Câmara é o Senado, acho que é um dos piores em nossa história, permitir preso político? Uma hora a polícia federal vai bater nas portas deles, muitos são bandidos

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